O sucesso das exportações depende apenas do empresário: será?

Para uma empresa tornar-se exportadora, não é necessário apenas força de vontade ou qualidade no produto, é preciso antes de tudo, um bom estudo do mercado internacional. O fato de ser uma empresa bem sucedida no mercado nacional é ponto importante, mas não suficiente para o mesmo acontecer lá fora, haja vista que o consumidor estrangeiro, muitas vezes, tem padrão de qualidade superior ao nacional, ou mesmo, tem um perfil diferenciado (o que vai exigir mudanças no produto), e isso requer um profundo estudo de mercado antes de alçar vôos.

Uma boa análise de mercado significa ter pleno conhecimento dos novos consumidores (renda, preferências, etc.), dos seus concorrentes (tamanho, marcas e capital), o investimento que terá que ser feito para esta empreitada, o retorno que ela trará, o tempo que isso levará, enfim, ter noções básicas, mas que nem todas as empresas tomam o cuidado de considerar antes de tentar se tornarem exportadoras, o que é, muitas vezes, o motivo para insucesso do negócio.

É fundamental o desenvolvimento de competências necessárias a uma boa gestão de negócios, porque a sobrevivência no mercado internacional requer competitividade como característica fundamental, já que em muitos setores, a empresa passará a concorrer com grandes multinacionais, já estabelecidas, com marcas conhecidas e de competências indiscutíveis.

Entretanto, um grande entrave à criação e manutenção de empresas exportadoras no Brasil é a falta de estímulo governamental. O atual governo freqüentemente se vangloria dos resultados atingidos no comércio exterior, mas não adota políticas que realmente favoreçam as empresas nacionais. Prega-se muito que o crédito para empresas exportadoras é fácil e rápido, o que não é verdade. É claro que o volume e as facilidades existentes hoje são maiores do que há 20 anos, mas se está longe de ser o ideal. Basta conversar com qualquer empresário exportador para ter essa certeza, a burocracia ainda é muito grande e desestimuladora de muitos investimentos.

A taxa de câmbio também é outro fator que influencia negativamente nas receitas de exportação. Na faixa de R$ 2,15 por dólar, não é muita vantagem vender ao mercado externo. Essa variável está gerando algo que pode ser perverso para o resultado da balança comercial, um aumento significativo nas importações, principalmente de bens de consumo duráveis como automóveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Muitas empresas nacionais, inclusive, estão deixando de produzir itens no país para comprá-los importados com menor custo, o que gera desemprego e menor 1 2 renda ao brasileiro. Isto está acontecendo como resultado do câmbio valorizado e de maior demanda nacional pelos produtos. As exportações estão crescendo menos que as importações. As exportações de carros, por exemplo, cresceram no primeiro trimestre do ano 12% e caíram 2,3 % no terceiro trimestre. Já as importações deste produto cresceram em valores 109% no primeiro semestre, e 200% (!) no terceiro trimestre do ano. Mesmo que o superávit no setor ainda se mantenha, os dados da diferença são alarmantes.

Isso nos faz ver claramente que o sucesso das exportações brasileiras e, conseqüentemente, dos empresários nacionais e da economia como um todo, não dependem exclusivamente da capacidade de produção e da intenção dos empresários. É fundamental que haja compartilhamento de interesses por parte do governo e, de fato, políticas pró-ativas de estímulo à exportação. Não há mágica para fazer exportar, é necessário trabalho duro e conjunto, de parceria entre governo e empresas.

Fonte: Janela Econômica – Nícia Pereira de Araujo

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O segredo do Outback para prosperar na crise brasileira

Rede mantém taxa de crescimento de 20% em abertura de unidades em 2015, ano em que completa maioridade no Brasil. País concentra restaurantes com maior receita no mundo.

O Outback Steakhouse chega à maioridade no Brasil, em 2015, preparado para encarar novos desafios. E o primeiro é a recessão econômica que vem impactando o food service em todo o país. A queda no faturamento do setor no primeiro trimestre do ano foi de 2,39%, como mostrouestudo do Mundo do Marketing. Na porta do Outback, no entanto, as longas filas de espera permanecem e sugerem que a empresa tenha sido deixada de lado do corte nos gastos das famílias. A rede mantém inalterada, também, a taxa de crescimento de 20% na abertura de novas unidades.

E o destaque não é apenas em relação aos demais restaurantes que atuam no país. As unidades brasileiras são líderes em receita e tráfego no cenário mundial, que reúne quase 1.000 pontos espalhados por 23 países. Nove lojas brasileiras ficaram entre os 10 maiores faturamentos da rede na avaliação do primeiro trimestre de 2015. O líder global de vendas e de público também é daqui: o restaurante do Shopping Center Norte, em São Paulo. O registro reforça como a marca é importante no mercado interno e faz parte do dia a dia dos consumidores, mesmo em tempos de crise como agora.

A marca mantém o atendimento e a experiência como seus principais ativos e, para se comunicar com os consumidores, tem apostado em promoções e em uma estratégia de Marketing com ativações recorrentes. “Mantemos um calendário recheado para trabalharmos ao longo do ano. Estamos atuando de forma intensa, com ativações de relacionamento, oferecendo experiência para que o consumidor possa experimentar um pouquinho do que é o Outback. Até mesmo aqueles que não estão nos restaurantes são impactados com a nossa comunicação por meio das redes sociais. Assim como no primeiro semestre, vamos continuar apostando nos vídeos como mídia para chamar ainda mais atenção dos internautas”, explica a Diretora de Marketing do Outback Steakhouse no Brasil, Paula Castellan, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Outback, Restaurante, Promoção, Crise, CrescimentoPratos compartilhados
O Outback não conta apenas com a sorte ou com um cardápio variado para continuar crescendo a passos largos. Ciente do delicado momento da economia, a rede aposta em pratos diferenciados que podem ser compartilhados como uma opção mais econômica para os consumidores. O modelo consiste na combinação de pedidos campeões de venda em uma só porção, como o Jackaroo Ribs and Steaks, que reúne a costela Junior Ribs, regada ao molho barbecue, e um filet mignon de 220 gramas, coberto de manteiga com um toque de limão. A combinação é servida com batata frita ou outro acompanhamento à escolha do cliente. No menu de bebidas, a rede criou o Margarita Trio, que consiste em três minidrinks que chegam à mesa em um suporte diferenciado. São cinco opções de sabores a serem escolhidos e divididos entre os consumidores.

Além dos pratos pensados para compartilhar com a família ou os amigos, o Outback ampliou o horário promocional. Desde o fim de julho, a Billabong Hour passou a funcionar a partir das 17:00 – antes começava às 18:00 – para atrair os consumidores que querem economizar. Durante o período, que vai até às 20:00, as bebidas custam a metade do valor. “Sabemos que a situação financeira no país como um todo piorou, mas não sentimos isso no nosso resultado. Estamos mantendo e cumprindo as nossas expectativas. Esse é um momento bem delicado, em que precisamos nos manter ainda mais ativos, mais até do que já fomos. Nossos restaurantes são conhecidos por serem um espaços de confraternização, e criamos opções para que todos possam continuar tendo acesso aos nossos produtos e serviços mesmo que não possam gastar tanto”, acrescenta a Diretora de Marketing.

Desde que chegou ao país, em novembro de 1997, quando a primeira unidade foi inaugurada na Barra da Tijuca (RJ), a empresa olha com atenção para os consumidores brasileiros a fim de surpreendê-los em toda a sua jornada no restaurante. Atento às preferências, a rede ampliou o cardápio com o Flatbread (uma espécie de pizza) e Mini Milkshake. Além disso, as quesadillas, que antes só eram oferecidas durante a Billabong Hour, passaram a compor o menu fixo de aperitivos, atendendo a pedidos dos frequentadores.

Atendimento regionalizado
Com um modelo de expansão específico, a rede opta por ter sócios proprietários em seus novos empreendimentos no lugar de abrir franquias. A particularidade permite que os espaços ofereçam um atendimento diferenciado, respeitando as características de que cada região. Com 71 empreendimentos espalhados por 35 cidades, a marca está presente em quase todas as partes do país. Apenas o Norte não foi contemplado com uma unidade até o momento, mas a região está no radar da companhia. Até o fim deste ano, a empresa espera inaugurar mais seis restaurantes em São Paulo, Goiás e Distrito Federal.

Apesar de manter o padrão de qualidade esperado pelos clientes que já conhecem a forma de atuação da rede, cruzar as divisas entre estados e regiões requer muito mais do que apenas vontade de crescer. “É um desafio, porque fomos para mercados totalmente novos. Por exemplo o Nordeste, onde, como marca, ainda não sabíamos qual seria a receptividade do consumidor, mesmo entendendo que as pessoas conhecem o Outback quando viajam. Por conta disso, há um trabalho muito focado para entender esse cliente e estamos sempre muito perto, ouvindo suas preferências e o que podemos oferecer para melhorar a vida deles. Esse toque de regionalização no atendimento e na forma de ser tem sido garantido pela forte presença dos sócios nesses locais, o que nos traz muitos resultados positivos”, acrescenta Paula Castellan.

Outback, Restaurante, Promoção, Crise, CrescimentoMarca reforça as ações de Marketing
Além de estar de atenta às características locais, a rede criou um plano de Marketing variado, apostando nas datas comemorativas para atrair os clientes. As ações reforçam o perfil comemorativo dos ambientes que remetem à Austrália e oferecem sempre atrativos para que os consumidores busquem o lugar. Em abril, os consumidores foram surpreendidos por uma promoção que os presenteava com a icônica faca utilizada nos restaurantes.

Os clientes que escolheram determinado prato ganharam a peça fabricada pela Tramontina. Em maio, as mães que comemoraram o dia delas nos restaurantes ganharam uma nécessaire. No Dia dos Namorados, a empresa ajudou dois namorados a pedirem suas respectivas parcerias em casamento. A ação serviu também para apresentar a linha de vinhos desenvolvida exclusivamente para a marca.

Em julho, no Dia do Amigo, a rede promoveu uma ação digital e ofereceu gratuitamente o primeiro chope de comemoração à data. A ação resultou em um aumento de 17% no número de clientes em uma segunda-feira. Já os pais que comemoraram o domingo deles em uma unidade ganharam um kit de porta-copos desenvolvidos em parceria com a Coca-Cola.

As ativações, no entanto, não acontecem apenas nas datas especiais. Para atrair os consumidores em dias menos movimentados, como no início da semana, a empresa promove ações nas redes sociais para estimular a visita. Nos dias 10 e 11 de agosto, por exemplo, os frequentadores que publicaram um post na fanpage da rede ganharam um upgrade na porção do Kookaburra Wings.

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Case Havaianas: reposicionamento de produto e mercado

As Havaianas, marca da São Paulo Alpargatas,  passou a viver uma trajetória de sucesso a partir do momento em que se adaptou às novas exigências do mercado.ir-leasing.ru

A fábrica da São Paulo Alpargatas, em Campina Grande-PB,  é geradora de milhares de empregos locais, que dependem especificamente do desempenho internacional das Havaianas.

Surgida em 1962, as Havaianas foram inspiradas em sandálias japonesas de nome Zori, com o diferencial de ser feita de material plástico. A ideia inicial não era criar um produto voltado para a classe média, o que não se concretizou ,  já que, em 1980, elas se tornaram, oficialmente, item de cesta básica – simples commodities.

A partir desse quadro, o objetivo da marca era ampliar ou mudar a imagem que o mercado tinha das Havaianas. O plano contou com a alteração do marketing e da marca e percepção do produto pelos consumidores. Nesse direção, mais do que mudar as Havaianas, reconhecidas como produto de qualidade, foi necessário mudar o que o público pensava sobre elas.

Em 1994 a São Paulo Alpargatas lançou as Havaianas Top, consideradas um produto diferenciado entre o tradicional e o novo, e entre o popular e o moderno. A partir desse período a marca se reinventou.

Em Campina Grande, único estado produtor da Havaianas no Brasil, a empresa tem cerca de 5.600 funcionários e produz seis pares de sandálias por segundo, o que a fez alcançar 15 milhões de pares distribuídos a aproximadamente 80 países.

Até então, suas exportações eram destinadas apenas à América do Sul. Em 2001 a marca se fez presente em todos os continentes do globo.

Em razão do rápido  crescimento das exportações, foram montados escritórios e pontos de venda no Chile, Estados Unidos e Europa. Ultimamente tem sido a Austrália o principal mercado do produto, seguida pelo Brasil, Venezuela e Colômbia.

A grande mudança se deu com a renovação das estratégias de marketing. Figuras famosas, brasileiras e estrangeiras, passaram a ser vistas as calçando as sandálias, que fizeram parte do “kit luxo” da festa do Oscar.

Jack Troult e All Ries, em seu livro As 22 consagradas leis de Marketing, diziam que “o marketing é uma batalha de percepções, e não de produtos”. Significa dizer que o que se vende não é um produto, é um estilo de vida baseado na imagem construída do Brasil – alegre, colorido, diversificado e unido.

Fonte: administradores.com (OLIVEIRA, A. C. R.; e ASSIS, M. O. E. G.)

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…e por falar em carros, Cade investiga cartel de dispositivos para automóveis

Nas últimas décadas o Brasil tem reforçado seu perfil de país da corrupção e da impunidade. Leia a matéria abaixo.berryjam.ru

Fonte: exame.com. 

A superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu processo administrativo para apurar prática de cartel no mercado nacional de cintos de segurança, airbags e volantes de direção para automóveis.

Segundo comunicado do Cade divulgado na segunda-feira, as empresas investigadas são Autoliv do Brasil, subsidiária da sueca Autoliv, e Takata do Brasil, subsidiária da japonesa Takata.

O Cade informou que irá apurar evidências de que as empresas fixavam preços e condições comerciais utilizando-se de acordos de não concorrência e combinação de preços.

As companhias também teriam resistido às solicitações das clientes montadoras de automóveis para evitar a redução dos valores dos produtos.

As condutas anticompetitivas teriam ocorrido entre os anos de 2002 e 2011, segundo o Cade. Há ainda indícios de que a Autoliv e a Takata dividiam o mercado, tentando alocar entre elas os pedidos feitos pelos clientes.

A Autoliv do Brasil não pôde ser imediatamente contatada. A Takata do Brasil disse estar tomando todas as providências em relação ao caso e declarou que irá colaborar plenamente com as autoridades.

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Gol, o carro mais vendido está ameaçado

O império do Gol está minguando. Há quase três décadas, o modelo da Volkswagen é o carro mais popular do Brasil, mas a liderança está comprometida. Em outubro, as vendas acumuladas do Palio superaram o Gol.Os 50 carros mais vendidos em junho de 2015

No mês, o Palio chegou a 153,6 mil carros vendidos desde janeiro, e ultrapassou o Gol, com pouco mais de 153,4 mil unidades. A diferença – menos de 200 carros – pode parecer pequena, mas não para o Gol, que sempre liderou com uma folga grande do segundo lugar.VW Gol Seleção (2014)

O carro perde vendas para o Palio, da Fiat, para o Onix, hatch da General Motors, e também para carros da mesma montadora, o Up! e o Fox.

Ainda que o Gol não se mantenha na liderança, isso não é ruim. Segundo Corrado Capellano, da consultoria de Negócios Ltda, “já passamos da época de que era importante ter um produto líder”. Para ele, “dizer que a VW tinha o carro mais vendido era marketing. O que importa hoje é o volume total da montadora, seu portfólio todo”.

Leia a matéria na íntegra em exame.com.

Veja também os 25 carros que mais caíram em vendas neste ano.

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5 nomes de marcas que tiveram de se adaptar aos novos tempos

Fonte: exame.com – Guilherme Dearosports74.ru

Uma marca nasce com um belo nome. E ele parece perfeito.

Mas as décadas passam. As pessoas mudam, o mundo muda. De repente, aquele nome tão ajustado ganha um novo significado terrível ou totalmente fora de seu tempo. É preciso mudar – e rápido.

Ser obrigado a mudar nome, identidade visual e personalidade é um passo drástico e complicado para qualquer marca e empresa. Em geral, as companhias são aconselhadas a evitarem ao máximo essas mudanças.

Uma pesquisa britânica da MillwardBrown descobriu que marcas que mudam seus nomes devem esperar por uma queda imediata nas vendas, entre 5% e 20% certamente. Somente com o tempo a nova identidade pode se fortalecer e entrar na mente das pessoas.

Confira no link abaixo o que aconteceu para que essas marcas tivessem que trocar o nome:

 

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Coca-Cola cria garrafa com plástico 100% da cana-de-açúcar

A corrida pela sustentabilidade ambiental continua.

Fonte: exame.com – Guilherme Dearo

Coca-Cola anunciou no último mês que criou uma garrafa pioneira: feita de plástico 100% da cana-de-açúcar. Ou seja, o plástico derivado do petróleo ficou para trás.

A “PlantBottle” foi apresentada na Expo Milano, conferência de tecnologia e alimentação. Apesar da origem orgânica, a marca alerta: a garrafa não é comestível.Nova garrafa da Coca-Cola

De acordo com a empresa, a embalagem se parece com as tradicionais. O sistema de reciclagem é o mesmo, por exemplo. Mas com um plástico feito a partir da cana e não do petróleo, a “pegada ambiental” deixada no planeta é muito menor.

A primeira tentativa bem-sucedida da Coca-Cola de se livrar do petróleo aconteceu em 2009, quando criaram uma garrafa com 30% de plástico à base de planta.

Essa versão 30% “verde” já foi distribuída em 40 países nos últimos anos, em um total de 35 bilhões de embalagens. Nos EUA, já responde por 30% da produção. No mundo, representa 7%.

Calcula-se que, assim, 315 mil toneladas métricas de dióxido de carbono anuais foram poupadas à atmosfera. Essa quantidade de gases poluentes seria o equivalente a queimar 36 milhões de galões de gasolina (ou 743 mil barris).

Ainda não há previsão do uso das PlantBottles 100%. Mas uma empresa debiotecnologia fechou acordo com a companhia para produzir em escala comercial a invenção.

O objetivo da companhia é produzir e usar exclusivamente PlantBottles até 2020.

“A Coca-Cola está deternimada a liderar o processo para livrar a indústria das embalagens descartáveis da dependência dos combustíveis fósseis e das energias não-renováveis”, disse um representante da empresa à CNN Money.

Eles alegaram também que vão ajudar empresas como Ford, Heinz, Nike, Procter & Gamble e SeaWorld a fazerem o mesmo com seus produtos.

Brasil

O Brasil pode lucrar – e muito – com essa iniciativa verde da Coca-Cola. É que já foi anunciado que toda a cana-de-açúcar usada nessas novas garrafas vem do Brasil.

Há também material secundário indiano – restos despejado a partir do processamento da cana naquele país.

A Coca também pretende usar novas tecnologias no futuro para transformar caules, cascas e restos de frutas em plástico orgânico.

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O lado bom da crise

Fonte: Eugênio Mussak, VOCÊ S/A

Naquele dia a aula era sobre comportamento empresarial em épocas de instabilidade. O professor falava sobre mudanças na história, mudanças contemporâneas e sobre um caso especial de mudança, chamado crise.

— Trata-se de uma situação em que as bases da economia encontram-se fragilizadas, e isso provoca uma reação psicológica nas pessoas e nas empresas, traduzida por incerteza, desconforto e medo — dizia ele enquanto traçava gráficos no quadro branco, mostrando que a crise pode ser resolvida ou agravada, dependendo da reação.

Os alunos acompanhavam com atenção inusual, provavelmente porque aquele assunto se referia a uma situação do momento. A crise estava na porta, e todos sentiam incerteza, desconforto e medo. Eram jovens executivos de vários setores, e muitos estavam cursando MBA custeado por suas empresas.

O professor continuou, explicando que a crise pode ter origem interna ou externa. Entretanto — e ele insistiu de maneira enfática —, mesmo que a crise tenha sido de origem externa, os gestores (e quem não é) são responsáveis por ela, uma vez que vão ter de resolvê-la e, o mais importante, poderiam tê-la evitado ou minimizado seus efeitos. De repente, lançou mão de um recurso didático curioso:

— Se a crise tem uma virtude, é que ela é desconfortável. E, como gostamos do conforto, vamos nos mexer para voltar a ele. Vocês, por exemplo, estão sentados nessas cadeiras que, mesmo estofadas, tornam-se desconfortáveis com o tempo, não é verdade? Para evitar o desconforto, vocês se mexem, buscam variar as posições do corpo.

Os alunos se deram conta de que o professor tinha razão, e todos se mexeram um pouco em suas cadeiras. A metáfora era óbvia e poderosa.

— Se continuarmos na mesma posição, não vamos vencer a crise. Tempos diferentes exigem posturas diferentes. O que fazíamos até agora foi o que nos colocou na crise ou, pelo menos, não foi capaz de evitá-la. É hora de inovar.

O conceito tocou todos, que já pensavam em quais alternativas deveriam propor, quando o mestre concluiu:

— A maneira mais eficiente de gerir a crise é estar em movimento permanente, aprendendo, inovando e incorporando novas competências o tempo todo. Por favor, não esqueçam: na gestão e na carreira, acomodação é pecado mortal.

* EUGÊNIO MUSSAK escreve sobre liderança e sobre o que está na cabeça do líder, ou deveria estar. É professor do MBA da Fundação Instituto de Administração (FIA) e consultor da Sapiens Sapiens

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10 novidades do mercado que você precisa saber

Veja o que você precisa saber.

1-Santander vai do pior ao melhor após troca de ações. Quando o Banco Santander SA lançou no ano passado a oferta para comprar a fatia dos minoritários na sua unidade brasileira, muitos viram a proposta como uma oportunidade para se livrar dos papéis com o pior desempenho no setor bancário do país.

2-As ações que dispararam no Ibovespa nos últimos 12 meses. O Ibovespa registra leve crescimento de 0,62% nos últimos 12 meses. Mas nem todos os papéis do índice seguem o mesmo ritmo.

3-Decisão sobre venda da TIM se aproxima com peso da Vivendi. A Vivendi SA se tornou a maior acionista da Telecom Italia SpA. Dessa forma, a empresa ganha influência na operadora de telefonia que estuda a venda de seus negócios no Brasil e enfrenta uma concorrência mais dura em seu mercado doméstico.

4-Grupo com sede nos EUA eleva participação em ações da Vale. A Capital Group International (CGI) comprou ações preferenciais da Vale e atingiu posição de 101.979.060 papéis, equivalente a 5,03% do total desta espécie de ação, segundo comunicado da mineradora desta quinta-feira.

5-Petrobras pede dispensa de ação coletiva nos Estados Unidos. A Petrobras pediu na quinta-feira que um juiz norte-americano dispense uma ação coletiva de investidores acerca do escândalo bilionário de corrupção na estatal.

6-Petrobras é multada por queima de gás acima do permitido. Petrobras foi multada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)no valor total de R$ 7,5 milhões por queima indevida de gás natural no campo de Fazenda Santa Luzia, no Espírito Santo.

7-CVM suspende registro de sete companhias abertas brasileiras. A Superintendência de Relações com Empresas (SEP), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), suspendeu hoje (25) o registro de sete companhias abertas devido ao descumprimento de suas obrigações periódicas previstas na Instrução 480/2009 da autarquia, vinculada ao Ministério da Fazenda.

8-Dívida externa deve superar reservas pela 1ª vez desde 2007. Pela primeira vez desde 2007, a dívida externa brasileira poderá superar as reservas internacionais do País. Um boletim do banco Credit Suisse indica que a projeção para as reservas neste ano é de US$ 367 bilhões, e para a dívida, de US$ 368 bilhões

9-Atenas tem 5 dias para evitar saída do euro, diz comissário. A saída da Grécia da zona do euro será inevitável se Atenas e seus credores não chegaram a uma solução dentro dos próximos cinco dias, afirmou nesta sexta-feira o Comissário da Alemanha na UE, Guenther Oettinger.

10-Ação cobra R$ 14 bi à saúde devidos por Aécio e Anastasia. O Ministério Público Federal entrou com ação civil pública na Justiça cobrando do governo do Estado o repasse de R$ 14,2 bilhões para a área de saúde. Segundo a Procuradoria da República em Minas, este é o montante que deixou de ser investido entre 2003 e 2012 nos governos dos tucanos Aécio Neves e Antonio Augusto Anastasia – atualmente senadores – em descumprimento à Emenda Constitucional 29, que obriga aplicação mínima de 12% do orçamento na área.

Fonte: Karla Mamona, de EXAME.com/mercados

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As 10 marcas mais escolhidas do mundo

Coca-Cola é, pelo terceiro ano consecutivo, a marca mais escolhida do mundo.

A descoberta é do ranking global Brand Footprint, elaborado pela Kantar Worldpanel. O estudo mostra as marcas mais escolhidas pelos consumidores na hora das compras.

Foram avaliadas 11 mil marcas, de 200 diferentes categorias, em 35 países. Essa amostragem representa 63% da população mundial e 68% do Produto Interno Bruto (PIB) global.

O top 10 é dominado por grandes companhias como Unilever (três marcas),Pepsico e Nestlé (duas marcas cada). Ainda há a Coca-Cola Company, a Colgate-Palmolive Company e a P&G.

A penetração de uma marca se refere ao números de pessoas que estão comprando determinada marca de certa categoria (por exemplo: Coca-Cola em vez de Pepsi) e frequência se refere à recorrência da compra.

1. Coca-Cola

Empresa: The Coca-Cola Company. Penetração: 43,3% / Frequência: 13,4

2. Colgate – Pasta de dente

Empresa: Colgate-Palmolive Company. Penetração: 64,6% / Frequência: 6,3

3. Maggi – Sopão.

Empresa: Nestlé. Penetração: 32,7% / Frequência: 8,6

4. Lifebuoy – Sabonete

Empresa: Unilever. Penetração: 26,5% / Frequência: 8,9

5. Nescafé

Empresa: Nestlé. Penetração: 22,8% / Frequência: 9,5

6. Pepsi

Empresa: Pepsico. Penetração: 24,6% / Frequência: 8,2

7. Lay’s – Batata frita

Empresa: Pepsico. Penetração: 27,2% / Frequência: 6,5

8. Knorr – Assados.

Empresa: Unilever. Penetração: 29,4% / Frequência: 5,7

9. Dove – Sabonete

Empresa: Unilever. Penetração: 34,7% / Frequência: 4,3

10. Tide – Sabão líquido

Empresa: P&G. Penetração: 29,8% / Frequência: 4,9

Fonte: Guilherme de Aro, exame.com.

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