Os paraquedistas já começaram a cair

Véspera de eleições e novamente nos defrontamos com cenas peculiares que se tornaram rotineiras a cada quatro anos. Além dos tradicionais e insistentes políticos profissionais, ressurgem os famosos paraquedistas que caem em nossa cidade para mendigar votos. Candidatos sem qualquer identificação ou compromisso com a cidade e que se apresentam com promessas absurdas e improváveis, que não se enquadram à realidade local.

Nem bem o TSE liberou o horário político no rádio e TV e já havia pelas principais avenidas da cidade das escolas banners e folhetos de candidatos a deputado federal e estadual. Algumas figuras totalmente desconhecidas dos eleitores linenses.

Não os conheço pessoalmente e nem é minha pretensão criticá-los apenas por não residirem no município, mas é claro e evidente de que se trata de aventureiros interessados em abocanhar votos em nossa cidade. E o pior é que conseguem.

Por outro lado, existem alguns deputados não residentes em Lins que, sistematicamente, estão na cidade mostrando a “cara” em eventos públicos e que até já conquistaram verbas para o município. Entretanto, sabemos que o compromisso prioritário deles não é nossa cidade.

Já passamos do momento de eleger um candidato próprio, mesmo que ele não seja de nossa preferência. Por estar próximo à população, tem conhecimento das demandas sociais e pode buscar meios para ajudar a cidade. Consequentemente, ele terá a confiança e a credibilidade dos eleitores. Se o parlamentar vive o seu dia a dia junto da comunidade, acompanhando de perto sua rotina, torna-se mais fácil cobrá-lo. Como diria o mestre Zagalo, “vamos ter que engolir”.

Muitas outras cidades de maior porte que a nossa sofrem do mesmo mal e podemos atribuir boa parte desse fato àquele grupo denominado de analfabetos políticos. Numa definição básica, o analfabetismo refere-se ao indivíduo que não consegue identificar o alfabeto e as regras gramaticais, o que o impossibilita entender uma leitura. Dessa forma, ele se torna presa fácil para os oportunistas de plantão e acaba por eleger um candidato por influência alheia, num gesto de total desconhecimento da importância do voto consciente.

O analfabetismo político é o mais prejudicial à sociedade, pois, da mesma forma que um eleitor analfabeto é facilmente iludido por falsas promessas, também pode eleger parlamentares sem o menor preparo ou conhecimento das leis, direitos e deveres da constituição. E quem paga por isso somos nós.eleitor

O voto consciente ainda é o melhor meio de fortalecermos a democracia e onde as pessoas expressam sua vontade ao elegerem representantes que tomam as melhores decisões em nome daqueles que os elegeram. Isto é o que definimos por democracia representativa, em que o poder de tomar decisões políticas importantes está com o cidadão, por meio de seus representantes eleitos.

Pense em sua cidade e vote consciente.

Vorlei Guimarães – 20/8/14

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