Obsolescência Programada

O desgaste natural dos produtos é normal, porém, fabricá-lo de maneira a encurtar sua vida útil é uma prática habitual dos diversos setores da indústria. De forma bem simplista, é como comprar uma caneta com metade da carga.

Reduzir a vida útil de um produto para aumentar a demanda por versões mais novas é prática comum entre as empresas fabricantes. Significa que o consumidor compra um produto com validade mais curta do que deveria.

As lâmpadas são um dos principais exemplos da obsolescência programada. Há muitos anos, quando elas foram criadas, tinham uma vida útil bastante longa, o que despertou a ganância dos fabricantes que perceberam que venderiam um número menor de lâmpadas. Diante do fato, criaram um modelo de fabricação que reduziu o funcionamento das lâmpadas. Basta observar nas embalagens a informação de durabilidade de apenas mil horas.lampada

Essa estratégia desperta o consumo e estimula à compra de novos modelos. Aliás, se você tentar consertar o produto, perceberá que o custo é muito próximo do valor de um novo. Em muitos casos, até mais caro. E para alguns produtos com defeitos, propositadamente, torna-se difícil descartar.

Além das lâmpadas, os computadores pessoais ficam lentos e travam constantemente. Durante a garantia eles funcionam normalmente. Basta chegar ao fim desse prazo para apresentarem defeitos.

A obsolescência programada gera um grave problema ambiental e social. A população mundial consome 30% a mais do que a Terra consegue recuperar. É necessário que haja mudanças nos níveis de produção e consumo para diminuir o descarte de toneladas de lixo eletrônico e tóxico no planeta.

Uma das causas mais terríveis é a permanente emissão de gases de efeito estufa. Segundo reportagem da IstoÉ,  de 05 de agosto, não houve redução da emissão de gases em 2012. Só no Brasil, foram emitidas 71,6 milhões de toneladas de gás carbônico. Grande parte desse resultado é causado pelo incessante processo produtivo das empresas.

É dever dos governos regularizar e fiscalizar a produção. As empresas devem garantir ao consumidor o acesso a informação, bem como, se responsabilizar pelo ciclo de vida dos produtos. A nós, consumidores, cabe a sensibilização para reduzir o consumo desnecessário e dar fim a obsolescência programada, prática ilegal que enriquece empresas e provoca sérios e, talvez, irrecuperáveis danos socioambientais ao mundo.

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