Clusters como promotores da competitividade nacional

Arranjo produtivo local ou cluster é um aglomerado de empresas geograficamente concentradas, ancorado por redes e alianças estratégicas com fornecedores, setores correlatos, instituições de ensino e pesquisa, clientes, órgãos reguladores e entidades de classe, resultando em especialização produtiva.

O arranjo produtivo local funciona como mecanismo de reforço competitivo pela concentração geográfica, o que se dá por três maneiras: primeiro, pelo aumento de produtividade das empresas que o compõem. Segundo, pelo fortalecimento da capacidade de inovação. E, por último, pelo estímulo à constituição de novas empresas dentro do cluster, o que reforça a inovação e amplia o aglomerado. Como consequência, o setor-alvo adquire robustez para competir com os seus rivais internacionais, ao mesmo tempo em que opera como fator em outros diamantes de competitividade nacional, promovendo, assim, um círculo virtuoso de desenvolvimento econômico.

Um ponto de atenção que deve ser destacado é o seguinte: embora um arranjo produtivo local seja uma aglomeração de empresas, a recíproca não é verdadeira. Dessa forma, a identificação de um cluster pressupõe que esse aglomerado produtivo seja especializado num determinado negócio e que exista um intenso relacionamento entre as empresas desse setor (setor-alvo do cluster) e fornecedores, setores correlatos, instituições de ensino e pesquisa, clientes, órgãos reguladores e entidades de classe. Do contrário, tal aglomerado será apenas um distrito industrial.

Portanto, o arranjo produtivo local constitui as bases para a alavancagem competitividade nacional num determinado setor econômico, segundo o Modelo do Diamante de Porter, na medida em que a concentração geográfica fortalece a competição entre empresas desse setor, apoiado por elos sinérgicos com stakeholders, criando uma conjunção de fatores similar ao modelo desenvolvido por Michael Porter em 1989. Em vista disso, países enxergam na formação de clusters uma estratégia eficiente e eficaz de estímulo ao desenvolvimento econômico nacional, como é o caso da China em relação às suas ZEEs.

No que tange ao papel do Estado como promotor do desenvolvimento econômico, a nossa Constituição Federal de 1988 corrobora tal atribuição no caput de seu art. 170, já que preceitua uma ordem econômica nacional fundada na valorização do trabalho humano e da livre iniciativa, assegurando a todos existência digna, à luz da justiça social. Para tanto, o aparelho do Estado deve exercer o seu poder regulador para garantir o interesse público, ao mesmo tempo em que promove a justiça distributiva que lhe compete por força do art. 6° da nossa Lei Fundamental.

Por sua vez, a sociedade pode (e deve) participar da estruturação dos clusters, já que esses arranjos impactam em elementos que vão além da competitividade nacional, tais como: meio ambiente adequado, geração de emprego e renda e redução de disparidades econômicas regionais.

Portanto, como fica evidente no conceito de arranjo produtivo local, a união faz a força. Fica a dica.

Fonte: administradores.com – Pedro Papastawridis,

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