Coca-Cola vai repor 100% da água que usa até o fim deste ano

Uma boa notícia!!

Cinco anos antes do que havia planejado, a Coca Cola Company e suas parceiras de engarrafamento esperam repor toda a água utilizada em suas fábricas até o final de 2015.

Como parte da iniciativa, a empresa se juntou a outras organizações para aumentar o acesso a água e proteger as bacias hidrográficas.

Leia a matéria na íntegra.

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Desperdiçadores de tempo – nossos mais novos inimigos

Muitos de nós (para não dizer “todos nós”) temos uma série de desperdiçadores de tempo que minam nossa produtividade. Por exemplo: reuniões sem foco; atrasos; interrupções; falta de prioridades; caixa de e-mail aberta 100% do tempo; alertas de redes sociais e/ou aplicativos ativados 100% do tempo;  e não dizer não. Identificou alguns desses itens na sua rotina?

A maioria das pessoas deixa para amanhã o que poderia fazer hoje e acumula tarefas mais por impulsividade do que por preguiça. Essa impulsividade torna a necessidade de resolver questões urgentes ou atender a solicitações de última hora mais forte do que o foco em uma determinada atividade.

Há quem procrastine também por não reconhecer valor nas suas atividades; por perfeccionismo (quer fazer tão bem feito que enxerga a demanda mais complexa do que realmente é); por expectativas equivocadas (acham a tarefa mais difícil do que ela é e acabam adiando o trabalho por medo de enfrentá-lo); e por medo de errar.

Tudo bem. Todo mundo (ou pelo menos quase todo mundo) já adiou a realização de uma tarefa por algum desses motivos. O problema está em esse funcionamento se tornar uma constante. Quando isso acontece, os dias ficam angustiantes diante de uma lista imensa de coisas para serem feitas e a sensação que bate é a de que não vai ser possível chegar nem na metade dela. Para aumentar a pressão, no atual cenário de negócios não há espaço para quem não for produtivo.

A solução (ou pelo menos parte dela)

Busque identificar os seus desperdiçadores de tempo e eliminá-los. Você também pode usar a tecnologia a seu favor. Há muitos aplicativos e sistemas de gestão de tempo disponíveis. E o mais importante: planeje-se! É tão essencial que pode até ajudar com os imprevistos. Uma estratégia que eu particularmente uso é destinar duas horas do meu dia para lidar com as surpresas. Assim, mesmo se elas aparecerem, não comprometem minhas atividades, minha agenda. Se não aparecem, ótimo! Fico com mais tempo para fazer o que eu quiser/precisar.

Fácil? Não. Nem um pouco. Mudar velhos hábitos e resistir à tentação de atender a demandas urgentes assim que elas aparecem não é tarefa simples. Porém, esse é o único caminho para darmos conta dos desafios de hoje sem prejudicar a qualidade do nosso trabalho nem a qualidade das nossas vidas. Pense nisso!

Fonte: exame.com/Sofia Esteves

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O sucesso das exportações depende apenas do empresário: será?

Para uma empresa tornar-se exportadora, não é necessário apenas força de vontade ou qualidade no produto, é preciso antes de tudo, um bom estudo do mercado internacional. O fato de ser uma empresa bem sucedida no mercado nacional é ponto importante, mas não suficiente para o mesmo acontecer lá fora, haja vista que o consumidor estrangeiro, muitas vezes, tem padrão de qualidade superior ao nacional, ou mesmo, tem um perfil diferenciado (o que vai exigir mudanças no produto), e isso requer um profundo estudo de mercado antes de alçar vôos.

Uma boa análise de mercado significa ter pleno conhecimento dos novos consumidores (renda, preferências, etc.), dos seus concorrentes (tamanho, marcas e capital), o investimento que terá que ser feito para esta empreitada, o retorno que ela trará, o tempo que isso levará, enfim, ter noções básicas, mas que nem todas as empresas tomam o cuidado de considerar antes de tentar se tornarem exportadoras, o que é, muitas vezes, o motivo para insucesso do negócio.

É fundamental o desenvolvimento de competências necessárias a uma boa gestão de negócios, porque a sobrevivência no mercado internacional requer competitividade como característica fundamental, já que em muitos setores, a empresa passará a concorrer com grandes multinacionais, já estabelecidas, com marcas conhecidas e de competências indiscutíveis.

Entretanto, um grande entrave à criação e manutenção de empresas exportadoras no Brasil é a falta de estímulo governamental. O atual governo freqüentemente se vangloria dos resultados atingidos no comércio exterior, mas não adota políticas que realmente favoreçam as empresas nacionais. Prega-se muito que o crédito para empresas exportadoras é fácil e rápido, o que não é verdade. É claro que o volume e as facilidades existentes hoje são maiores do que há 20 anos, mas se está longe de ser o ideal. Basta conversar com qualquer empresário exportador para ter essa certeza, a burocracia ainda é muito grande e desestimuladora de muitos investimentos.

A taxa de câmbio também é outro fator que influencia negativamente nas receitas de exportação. Na faixa de R$ 2,15 por dólar, não é muita vantagem vender ao mercado externo. Essa variável está gerando algo que pode ser perverso para o resultado da balança comercial, um aumento significativo nas importações, principalmente de bens de consumo duráveis como automóveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Muitas empresas nacionais, inclusive, estão deixando de produzir itens no país para comprá-los importados com menor custo, o que gera desemprego e menor 1 2 renda ao brasileiro. Isto está acontecendo como resultado do câmbio valorizado e de maior demanda nacional pelos produtos. As exportações estão crescendo menos que as importações. As exportações de carros, por exemplo, cresceram no primeiro trimestre do ano 12% e caíram 2,3 % no terceiro trimestre. Já as importações deste produto cresceram em valores 109% no primeiro semestre, e 200% (!) no terceiro trimestre do ano. Mesmo que o superávit no setor ainda se mantenha, os dados da diferença são alarmantes.

Isso nos faz ver claramente que o sucesso das exportações brasileiras e, conseqüentemente, dos empresários nacionais e da economia como um todo, não dependem exclusivamente da capacidade de produção e da intenção dos empresários. É fundamental que haja compartilhamento de interesses por parte do governo e, de fato, políticas pró-ativas de estímulo à exportação. Não há mágica para fazer exportar, é necessário trabalho duro e conjunto, de parceria entre governo e empresas.

Fonte: Janela Econômica – Nícia Pereira de Araujo

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O segredo do Outback para prosperar na crise brasileira

Rede mantém taxa de crescimento de 20% em abertura de unidades em 2015, ano em que completa maioridade no Brasil. País concentra restaurantes com maior receita no mundo.

O Outback Steakhouse chega à maioridade no Brasil, em 2015, preparado para encarar novos desafios. E o primeiro é a recessão econômica que vem impactando o food service em todo o país. A queda no faturamento do setor no primeiro trimestre do ano foi de 2,39%, como mostrouestudo do Mundo do Marketing. Na porta do Outback, no entanto, as longas filas de espera permanecem e sugerem que a empresa tenha sido deixada de lado do corte nos gastos das famílias. A rede mantém inalterada, também, a taxa de crescimento de 20% na abertura de novas unidades.

E o destaque não é apenas em relação aos demais restaurantes que atuam no país. As unidades brasileiras são líderes em receita e tráfego no cenário mundial, que reúne quase 1.000 pontos espalhados por 23 países. Nove lojas brasileiras ficaram entre os 10 maiores faturamentos da rede na avaliação do primeiro trimestre de 2015. O líder global de vendas e de público também é daqui: o restaurante do Shopping Center Norte, em São Paulo. O registro reforça como a marca é importante no mercado interno e faz parte do dia a dia dos consumidores, mesmo em tempos de crise como agora.

A marca mantém o atendimento e a experiência como seus principais ativos e, para se comunicar com os consumidores, tem apostado em promoções e em uma estratégia de Marketing com ativações recorrentes. “Mantemos um calendário recheado para trabalharmos ao longo do ano. Estamos atuando de forma intensa, com ativações de relacionamento, oferecendo experiência para que o consumidor possa experimentar um pouquinho do que é o Outback. Até mesmo aqueles que não estão nos restaurantes são impactados com a nossa comunicação por meio das redes sociais. Assim como no primeiro semestre, vamos continuar apostando nos vídeos como mídia para chamar ainda mais atenção dos internautas”, explica a Diretora de Marketing do Outback Steakhouse no Brasil, Paula Castellan, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Outback, Restaurante, Promoção, Crise, CrescimentoPratos compartilhados
O Outback não conta apenas com a sorte ou com um cardápio variado para continuar crescendo a passos largos. Ciente do delicado momento da economia, a rede aposta em pratos diferenciados que podem ser compartilhados como uma opção mais econômica para os consumidores. O modelo consiste na combinação de pedidos campeões de venda em uma só porção, como o Jackaroo Ribs and Steaks, que reúne a costela Junior Ribs, regada ao molho barbecue, e um filet mignon de 220 gramas, coberto de manteiga com um toque de limão. A combinação é servida com batata frita ou outro acompanhamento à escolha do cliente. No menu de bebidas, a rede criou o Margarita Trio, que consiste em três minidrinks que chegam à mesa em um suporte diferenciado. São cinco opções de sabores a serem escolhidos e divididos entre os consumidores.

Além dos pratos pensados para compartilhar com a família ou os amigos, o Outback ampliou o horário promocional. Desde o fim de julho, a Billabong Hour passou a funcionar a partir das 17:00 – antes começava às 18:00 – para atrair os consumidores que querem economizar. Durante o período, que vai até às 20:00, as bebidas custam a metade do valor. “Sabemos que a situação financeira no país como um todo piorou, mas não sentimos isso no nosso resultado. Estamos mantendo e cumprindo as nossas expectativas. Esse é um momento bem delicado, em que precisamos nos manter ainda mais ativos, mais até do que já fomos. Nossos restaurantes são conhecidos por serem um espaços de confraternização, e criamos opções para que todos possam continuar tendo acesso aos nossos produtos e serviços mesmo que não possam gastar tanto”, acrescenta a Diretora de Marketing.

Desde que chegou ao país, em novembro de 1997, quando a primeira unidade foi inaugurada na Barra da Tijuca (RJ), a empresa olha com atenção para os consumidores brasileiros a fim de surpreendê-los em toda a sua jornada no restaurante. Atento às preferências, a rede ampliou o cardápio com o Flatbread (uma espécie de pizza) e Mini Milkshake. Além disso, as quesadillas, que antes só eram oferecidas durante a Billabong Hour, passaram a compor o menu fixo de aperitivos, atendendo a pedidos dos frequentadores.

Atendimento regionalizado
Com um modelo de expansão específico, a rede opta por ter sócios proprietários em seus novos empreendimentos no lugar de abrir franquias. A particularidade permite que os espaços ofereçam um atendimento diferenciado, respeitando as características de que cada região. Com 71 empreendimentos espalhados por 35 cidades, a marca está presente em quase todas as partes do país. Apenas o Norte não foi contemplado com uma unidade até o momento, mas a região está no radar da companhia. Até o fim deste ano, a empresa espera inaugurar mais seis restaurantes em São Paulo, Goiás e Distrito Federal.

Apesar de manter o padrão de qualidade esperado pelos clientes que já conhecem a forma de atuação da rede, cruzar as divisas entre estados e regiões requer muito mais do que apenas vontade de crescer. “É um desafio, porque fomos para mercados totalmente novos. Por exemplo o Nordeste, onde, como marca, ainda não sabíamos qual seria a receptividade do consumidor, mesmo entendendo que as pessoas conhecem o Outback quando viajam. Por conta disso, há um trabalho muito focado para entender esse cliente e estamos sempre muito perto, ouvindo suas preferências e o que podemos oferecer para melhorar a vida deles. Esse toque de regionalização no atendimento e na forma de ser tem sido garantido pela forte presença dos sócios nesses locais, o que nos traz muitos resultados positivos”, acrescenta Paula Castellan.

Outback, Restaurante, Promoção, Crise, CrescimentoMarca reforça as ações de Marketing
Além de estar de atenta às características locais, a rede criou um plano de Marketing variado, apostando nas datas comemorativas para atrair os clientes. As ações reforçam o perfil comemorativo dos ambientes que remetem à Austrália e oferecem sempre atrativos para que os consumidores busquem o lugar. Em abril, os consumidores foram surpreendidos por uma promoção que os presenteava com a icônica faca utilizada nos restaurantes.

Os clientes que escolheram determinado prato ganharam a peça fabricada pela Tramontina. Em maio, as mães que comemoraram o dia delas nos restaurantes ganharam uma nécessaire. No Dia dos Namorados, a empresa ajudou dois namorados a pedirem suas respectivas parcerias em casamento. A ação serviu também para apresentar a linha de vinhos desenvolvida exclusivamente para a marca.

Em julho, no Dia do Amigo, a rede promoveu uma ação digital e ofereceu gratuitamente o primeiro chope de comemoração à data. A ação resultou em um aumento de 17% no número de clientes em uma segunda-feira. Já os pais que comemoraram o domingo deles em uma unidade ganharam um kit de porta-copos desenvolvidos em parceria com a Coca-Cola.

As ativações, no entanto, não acontecem apenas nas datas especiais. Para atrair os consumidores em dias menos movimentados, como no início da semana, a empresa promove ações nas redes sociais para estimular a visita. Nos dias 10 e 11 de agosto, por exemplo, os frequentadores que publicaram um post na fanpage da rede ganharam um upgrade na porção do Kookaburra Wings.

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Case Havaianas: reposicionamento de produto e mercado

As Havaianas, marca da São Paulo Alpargatas,  passou a viver uma trajetória de sucesso a partir do momento em que se adaptou às novas exigências do mercado.ir-leasing.ru

A fábrica da São Paulo Alpargatas, em Campina Grande-PB,  é geradora de milhares de empregos locais, que dependem especificamente do desempenho internacional das Havaianas.

Surgida em 1962, as Havaianas foram inspiradas em sandálias japonesas de nome Zori, com o diferencial de ser feita de material plástico. A ideia inicial não era criar um produto voltado para a classe média, o que não se concretizou ,  já que, em 1980, elas se tornaram, oficialmente, item de cesta básica – simples commodities.

A partir desse quadro, o objetivo da marca era ampliar ou mudar a imagem que o mercado tinha das Havaianas. O plano contou com a alteração do marketing e da marca e percepção do produto pelos consumidores. Nesse direção, mais do que mudar as Havaianas, reconhecidas como produto de qualidade, foi necessário mudar o que o público pensava sobre elas.

Em 1994 a São Paulo Alpargatas lançou as Havaianas Top, consideradas um produto diferenciado entre o tradicional e o novo, e entre o popular e o moderno. A partir desse período a marca se reinventou.

Em Campina Grande, único estado produtor da Havaianas no Brasil, a empresa tem cerca de 5.600 funcionários e produz seis pares de sandálias por segundo, o que a fez alcançar 15 milhões de pares distribuídos a aproximadamente 80 países.

Até então, suas exportações eram destinadas apenas à América do Sul. Em 2001 a marca se fez presente em todos os continentes do globo.

Em razão do rápido  crescimento das exportações, foram montados escritórios e pontos de venda no Chile, Estados Unidos e Europa. Ultimamente tem sido a Austrália o principal mercado do produto, seguida pelo Brasil, Venezuela e Colômbia.

A grande mudança se deu com a renovação das estratégias de marketing. Figuras famosas, brasileiras e estrangeiras, passaram a ser vistas as calçando as sandálias, que fizeram parte do “kit luxo” da festa do Oscar.

Jack Troult e All Ries, em seu livro As 22 consagradas leis de Marketing, diziam que “o marketing é uma batalha de percepções, e não de produtos”. Significa dizer que o que se vende não é um produto, é um estilo de vida baseado na imagem construída do Brasil – alegre, colorido, diversificado e unido.

Fonte: administradores.com (OLIVEIRA, A. C. R.; e ASSIS, M. O. E. G.)

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O lado bom da crise

Fonte: Eugênio Mussak, VOCÊ S/A

Naquele dia a aula era sobre comportamento empresarial em épocas de instabilidade. O professor falava sobre mudanças na história, mudanças contemporâneas e sobre um caso especial de mudança, chamado crise.

— Trata-se de uma situação em que as bases da economia encontram-se fragilizadas, e isso provoca uma reação psicológica nas pessoas e nas empresas, traduzida por incerteza, desconforto e medo — dizia ele enquanto traçava gráficos no quadro branco, mostrando que a crise pode ser resolvida ou agravada, dependendo da reação.

Os alunos acompanhavam com atenção inusual, provavelmente porque aquele assunto se referia a uma situação do momento. A crise estava na porta, e todos sentiam incerteza, desconforto e medo. Eram jovens executivos de vários setores, e muitos estavam cursando MBA custeado por suas empresas.

O professor continuou, explicando que a crise pode ter origem interna ou externa. Entretanto — e ele insistiu de maneira enfática —, mesmo que a crise tenha sido de origem externa, os gestores (e quem não é) são responsáveis por ela, uma vez que vão ter de resolvê-la e, o mais importante, poderiam tê-la evitado ou minimizado seus efeitos. De repente, lançou mão de um recurso didático curioso:

— Se a crise tem uma virtude, é que ela é desconfortável. E, como gostamos do conforto, vamos nos mexer para voltar a ele. Vocês, por exemplo, estão sentados nessas cadeiras que, mesmo estofadas, tornam-se desconfortáveis com o tempo, não é verdade? Para evitar o desconforto, vocês se mexem, buscam variar as posições do corpo.

Os alunos se deram conta de que o professor tinha razão, e todos se mexeram um pouco em suas cadeiras. A metáfora era óbvia e poderosa.

— Se continuarmos na mesma posição, não vamos vencer a crise. Tempos diferentes exigem posturas diferentes. O que fazíamos até agora foi o que nos colocou na crise ou, pelo menos, não foi capaz de evitá-la. É hora de inovar.

O conceito tocou todos, que já pensavam em quais alternativas deveriam propor, quando o mestre concluiu:

— A maneira mais eficiente de gerir a crise é estar em movimento permanente, aprendendo, inovando e incorporando novas competências o tempo todo. Por favor, não esqueçam: na gestão e na carreira, acomodação é pecado mortal.

* EUGÊNIO MUSSAK escreve sobre liderança e sobre o que está na cabeça do líder, ou deveria estar. É professor do MBA da Fundação Instituto de Administração (FIA) e consultor da Sapiens Sapiens

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10 novidades do mercado que você precisa saber

Veja o que você precisa saber.

1-Santander vai do pior ao melhor após troca de ações. Quando o Banco Santander SA lançou no ano passado a oferta para comprar a fatia dos minoritários na sua unidade brasileira, muitos viram a proposta como uma oportunidade para se livrar dos papéis com o pior desempenho no setor bancário do país.

2-As ações que dispararam no Ibovespa nos últimos 12 meses. O Ibovespa registra leve crescimento de 0,62% nos últimos 12 meses. Mas nem todos os papéis do índice seguem o mesmo ritmo.

3-Decisão sobre venda da TIM se aproxima com peso da Vivendi. A Vivendi SA se tornou a maior acionista da Telecom Italia SpA. Dessa forma, a empresa ganha influência na operadora de telefonia que estuda a venda de seus negócios no Brasil e enfrenta uma concorrência mais dura em seu mercado doméstico.

4-Grupo com sede nos EUA eleva participação em ações da Vale. A Capital Group International (CGI) comprou ações preferenciais da Vale e atingiu posição de 101.979.060 papéis, equivalente a 5,03% do total desta espécie de ação, segundo comunicado da mineradora desta quinta-feira.

5-Petrobras pede dispensa de ação coletiva nos Estados Unidos. A Petrobras pediu na quinta-feira que um juiz norte-americano dispense uma ação coletiva de investidores acerca do escândalo bilionário de corrupção na estatal.

6-Petrobras é multada por queima de gás acima do permitido. Petrobras foi multada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)no valor total de R$ 7,5 milhões por queima indevida de gás natural no campo de Fazenda Santa Luzia, no Espírito Santo.

7-CVM suspende registro de sete companhias abertas brasileiras. A Superintendência de Relações com Empresas (SEP), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), suspendeu hoje (25) o registro de sete companhias abertas devido ao descumprimento de suas obrigações periódicas previstas na Instrução 480/2009 da autarquia, vinculada ao Ministério da Fazenda.

8-Dívida externa deve superar reservas pela 1ª vez desde 2007. Pela primeira vez desde 2007, a dívida externa brasileira poderá superar as reservas internacionais do País. Um boletim do banco Credit Suisse indica que a projeção para as reservas neste ano é de US$ 367 bilhões, e para a dívida, de US$ 368 bilhões

9-Atenas tem 5 dias para evitar saída do euro, diz comissário. A saída da Grécia da zona do euro será inevitável se Atenas e seus credores não chegaram a uma solução dentro dos próximos cinco dias, afirmou nesta sexta-feira o Comissário da Alemanha na UE, Guenther Oettinger.

10-Ação cobra R$ 14 bi à saúde devidos por Aécio e Anastasia. O Ministério Público Federal entrou com ação civil pública na Justiça cobrando do governo do Estado o repasse de R$ 14,2 bilhões para a área de saúde. Segundo a Procuradoria da República em Minas, este é o montante que deixou de ser investido entre 2003 e 2012 nos governos dos tucanos Aécio Neves e Antonio Augusto Anastasia – atualmente senadores – em descumprimento à Emenda Constitucional 29, que obriga aplicação mínima de 12% do orçamento na área.

Fonte: Karla Mamona, de EXAME.com/mercados

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Teste: você está viciado no seu celular?

Imagine a situação: você esqueceu o celular em casa ou a bateria está prestes a acabar e não tem como carregar. Se isso é motivo de ansiedade e nervoso, pode ser que você sofra de “nomophobia” (“no mobile phone phobia” ou “fobia do sem celular”), de acordo com os pesquisadores Caglar Yidirim e Ana-Paula Correia nos Estados Unidos.

Pai olha celular enquanto filho vê TV

Você não consegue desgrudar do celular? Teste, com um questionário feito por pesquisadores, como anda sua relação com o aparelho.

Eles descobriram que ficar sem o celular envolve uma série de medos – como medo de não poder se comunicar, da perda de conexão e perda de conveniência que a falta do celular causa. Depois de analisar 300 pessoas, os pesquisadores desenvolveram um questionário para avaliar como as pessoas se relacionam com o celular.

Ficar sem o celular, aliás, pode até atrapalhar nosso desempenho: outro estudo, da Universidade de Missouri, viu que ficar longe do celular causa ansiedade de separação, que aumenta batimentos cardíacos e pressão. Na pesquisa, as pessoas foram separadas de seus celulares e fizeram testes cognitivos e quebra-cabeças. O resultado? O desempenho delas era pior do que a das pessoas que fizeram os mesmos testes com o celular por perto.  

Agora que você já sabe disso, teste se você também sofre de nomophobia?

Responda (sinceramente) sim ou não para cada questão – embora alguns itens pareçam similares, há ligeiras diferenças no tipo de ansiedade causada. Ao final, você terá uma ideia do quanto a ausência do celular pode afetar seu estado de espírito.

1. Eu me sentiria desconfortável sem ter acesso constante a informações através do meu celular

2. Eu me irritaria caso não pudesse checar informações no meu celular quando quisesse.

3. Não poder acessar notícias (como acontecimentos, clima etc) no meu smartphone me deixaria nervoso.

4. Eu ficaria incomodado se não pudesse usar meu celular ou suas ferramentas quando eu quisesse.

5. Ficar sem bateria no celular me assustaria.

6. Se eu fosse ficar sem créditos ou meu pacote de dados fosse estourar, eu entraria em pânico.

7. Se não tenho sinal ou não posso conectar no Wi-Fi, checo constantemente para ver se encontro sinal ou rede de Wi-Fi.

9. Se não posso checar meu celular por algum tempo, sinto desejo de checá-lo.

Se eu não tivesse o celular comigo…

10. Eu me sentiria ansioso por não poder me comunicar instantaneamente com minha família e/ou amigos.

11. Eu ficaria preocupado porque famílias e amigos não conseguiriam falar comigo caso quisessem.

12. Eu ficaria nervoso porque não poderia receber mensagens de texto e ligações.

13. Eu ficaria ansioso porque não poderia me manter em contato com a família e/ou amigos

14. Eu ficaria nervoso porque não teria como saber se alguém tentou falar comigo

15. Eu ficaria ansioso porque minha conexão constante com minha família e amigos estaria interrompida

16. Eu ficaria nervoso porque estaria desconectado de minha identidade online

17. Eu ficaria desconfortável porque não poderia me manter em dia com as redes sociais

18. Eu me sentiria estranho por não poder checar notificações para atualizações das minhas conexões e redes online.

19. Eu ficaria ansioso por não poder checar meus e-mails.

20. Eu me sentiria estranho porque não saberia o que fazer sem o celular.

E aí? Está na hora de repensar a sua relação com o aparelho?

Fonte: Bárbara Nór, da VOCÊ S/A
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Case Granado: tradição e inovação podem caminhar lado a lado

Marca centenária conseguiu mudar a imagem e a percepção em relação aos produtos, sem abrir mão de seu DNA. De fabricante de talco, antiga farmácia conta hoje com extenso portfólio
Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 25/05/2015
renata.leite@mundodomarketing.com.br

Atravessar gerações e sobreviver a mais de um século de história não é fácil. Conseguir o feito combinando modernidade e tradição é um desafio extra. A trajetória da brasileira Granado mostra que é possível mesclar uma cultura voltada à inovação e, ao mesmo tempo, manter fincadas as raízes de uma companhia, embora a própria marca já tenha quase ficado esquecida no fundo da gaveta de consumidores mais maduros. Um processo de reposicionamento iniciado em 2005, entretanto, trouxe de volta os produtos para a mente das pessoas – das mais variadas idades -, deixando lições.

A companhia, fundada em 1870 como farmácia, é uma prova de que a tradição pode caminhar lado a lado com a inovação. A virada de chave da empresa, que durante anos ficou conhecida exclusivamente por seu talco antisséptico, ocorreu quando a gestão passou para as mãos do americano Christopher Freeman, após três gerações da família Granado permanecerem à frente dela. Em 2004, a Phebo foi incorporada à organização, bem como os produtos que fabricava. Três anos depois, novos itens começaram a ser desenvolvidos e acrescidos ao portfólio, como a linha Isabela Capeto, colônias e velas perfumadas.

Hoje, a linha Mamãe e Bebê é o carro-chefe da marca. As novidades foram introduzidas em roupagens modernizadas e muito mais coloridas, mas sem nunca perder o ar retrô, já que o passado é um importante ativo da Granado. “O polvilho foi criado em 1903 e permanece com a fórmula original até hoje. A embalagem que mudou. Antes, o logotipo da companhia não estava presente em todos os produtos, o que fazia com que o consumidor não soubesse que a fabricante dos itens era a mesma”, lembra Sissi Freeman, Diretora de Marketing e Vendas da Granado, que apresentou detalhes do reposicionamento da empresa durante o Circuito Mundo do Marketing de Tendências e Oportunidades para Inovar.

Chegada ao varejo
Os resultados apareceram. Em 2014, a marca faturou R$ 380 milhões, com ebtida de 20%. O salto aconteceu principalmente após a abertura da primeira loja, em 2005, no Centro do Rio. Em uma década, já são 40 unidades próprias, além de uma fora do Brasil, operando em Paris, dentro do Le Bon Marché há dois anos. A presença na Europa teve como efeito não só a geração de receita como também uma maior valorização da marca por muitos brasileiros – que deixaram de enxergar a Granado apenas como a marca do talco antisséptico.

Os pontos de venda remetem à historia da companhia, que nasceu como farmácia, ainda com “ph” no lugar do “f”. A primeira loja conceito da Granado foi inaugurada em 2005, no primeiro endereço da farmácia, no Centro do Rio de Janeiro. Aproveitando o rico acervo que a família Granado deixou, os atuais gestores foram capazes de manter a alma da marca. Vitrines originais, balanças, propagandas de época, quadros e algumas embalagens centenárias ganharam destaque na decoração. A parede de tijolos de demolição e a iluminação quente e indireta criavam o ambiente das farmácias do século XIX.

Na entrada da loja, os clientes são recepcionados por uma mesa de manipulação, hoje usada para exposição de novidades, como cremes, loções e sabonetes. A composição dos produtos continua sendo um diferencial, por usar formulações ricas em ingredientes naturais. Os sabonetes, por exemplo, não são feitos à base de banha animal, como os de concorrentes, o que explica o preço superior. Todas as lojas Granado seguem esse mesmo conceito retrô. Os produtos também estão à venda em farmácias e supermercados.

Criação interna
Em um primeiro momento, temeu-se que os pontos próprios fizessem concorrência com as varejistas que já comercializavam os itens da marca. O posicionamento das lojas impediu que isso acontecesse, já que as unidades se especializaram na oferta de kits presenteáveis e diferenciados. Elas foram, na verdade, importantes para a valorização do portfólio, a percepção dos produtos como premium e chegaram a aumentar as vendas nos supermercados e nas farmácias. A meta da companhia é abrir seis novos PDVs por ano, número que foi superado em 2014, quando houve 12 inaugurações.

Acompanhando o crescimento de demanda, a Granado investiu em uma nova fábrica, já em operação desde o início deste ano. A estratégia da companhia é manter 99% dos projetos sendo realizados internamente, seja de produção ou de idealização das embalagens e vitrines. Para isso, conta com uma equipe própria de designers, responsável por pensar os produtos, os rótulos e o merchandising como um todo.

Já a estratégia de divulgação não inclui ações de publicidade tradicional, mas sim a parceria com estabelecimentos que estejam dentro do conceito da marca, como hotéis cinco estrelas e spas. “Vendemos produtos premium para a família, com qualidade e preço justo. Buscamos sempre estar um passo a frente em relação à legislação, para atender às demandas dos parceiros, muitos deles pertencentes a redes internacionais. Tiramos os parabenos da composição dos produtos, por exemplo, porque há suspeitas de que esses químicos possam ser cancerígenos”, explica Sissi.

Parcerias estratégicas
As parcerias com empresas ou mesmo com nomes da moda, da arte e da decoração são hoje um importante trunfo da marca, mas nem sempre foi fácil atraí-los. O reposicionamento e o trabalho consistente foram fundamentais para conquistá-los. “No princípio, as pessoas se perguntavam: vou fazer parceria com a marca do talco, mas agora isso mudou. As lojas foram fundamentais para essa nova imagem, inclusive a de Paris. Muitas portas se abriram quando as pessoas viram que éramos valorizados lá fora”, complementa Sissi.

A imagem e a percepção de valor mudaram, mas a identidade e a essência permaneceram a mesma, e esse é o segredo para o sucesso da Granado. “Criamos produtos para que eles durem mais 100 anos. Não seguimos uma moda, mas o DNA da marca. E perseguimos a qualidade a todo momento”, conclui Sissi.

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10 dicas para melhorar seu networking

Fonte: exame.com

Uma pesquisa da consultoria Lee Hecht Harrison feita nos Estados Unidos em 2014 mostra que 63% dos profissionais conseguem mudar de emprego por causa da indicação de um conhecido. O cultivo da rede de contatos é uma atividade essencial para a carreira, e a maioria das pessoas sabe disso — ainda mais num ano em que os laços precisam estar fortalecidos.

No entanto, por timidez, introversão ou falta de tempo, muita gente detesta fazer networking e abandona essa atividade. Para quem tem essa indisposição, o jeito é treinar até que a tarefa seja encarada com naturalidade. “É preciso exercitar o incômodo para aprender a lidar com ele em vez de simplesmente ignorá-lo”, diz Devora Zack, consultora de carreira e autora do livro Networking for ­People Who Hate Networking (“Net­working para pessoas que odeiam ­networking”, numa tradução livre, sem edição no Brasil).

Pode até parecer uma missão impossível, mas entender o net­working como um programa de academia pode contribuir para incorporar a prática sem estresse.

Timidez sob controle

A dificuldade de falar em público e de se apresentar às pessoas fez com que Sergio Mattos, de 46 anos, do Grupo Richers, empresa de consultoria do Rio de Janeiro, se sentisse paralisado.

Para lutar contra o problema, ele passou a frequentar as aulas do Clube do Networking, um local em que profissionais se reúnem para treinar técnicas de conversação, conhecer pessoas e fazer negócios. “Precisava vencer minha timidez e ver o net­working como algo natural”, afirma Sergio.

O trabalho para superar o problema foi intenso e incluiu até escaladas no Pão de Açúcar e salto de paraquedas. Com isso, ele percebeu que encarar uma plateia ou conversar com desconhecidos não é assustador. Mas, quando vai passar por situações desse tipo, ele se prepara. “Penso em jeitos de abordar temas e ensaio antes”, diz. “O início é mais complicado, mas depois ganho confiança e me solto.”

Os dez exercícios para fortalecer seus contatos

Admita que é importante

A primeira coisa é se conformar: ter uma boa rede de contatos faz a diferença e abre portas para movimentações. Além disso, conversar com pessoas de sua área ajuda a se manter informado sobre como anda o mercado em várias empresas — e a descobrir se uma vaga interessante está aberta.

Despiste o constrangimento

O networking é uma batalha para quem tem vergonha. Quando for impossível fugir do desconforto, deixe as situações o menos constrangedoras possível. “Chegar mais cedo a uma reunião, quando ainda há poucos participantes, o coloca em um ambiente calmo para conhecê-los”, afirma Devora.

Timidez não é defeito 

Não tenha receio de parecer pouco conhecido, muito menos de não estar entre os mais falantes. “Muitos têm redes imensas, porém mal nutridas”, diz Anna Cherubina, da Fundação Getulio Vargas de São Paulo. Mantenha os contatos sempre ativos para que exista de fato uma conexão.

Crie coragem 

Enfrente seus medos e prepare-se para as novidades. “A negativa já é garantida quando você não tenta”, diz Mauricio Cardoso, fundador do Clube do Networking, do Rio de Janeiro, que ajuda pessoas a desenvolver a técnica. “Invista 20 segundos de coragem para pegar o telefone e ligar para quem o atrai.”

Fale pessoalmente

As redes sociais não podem ser as únicas ferramentas de contato. “Ganha-se mais confiança pessoalmente”, diz Paulo Campos, professor do Affero Lab, de São Paulo. A internet deve ser encarada como um meio de pesquisa — dá para encontrar assuntos em comum, por exemplo.

Vá devagar

Um bom networking pode ser iniciado até com os amigos dos amigos. Dessa forma, você fica mais confortável ao não se sentir abandonado em um ambiente cheio de anônimos. “Quando não se tem traquejo, a melhor maneira de treinar é com quem você já se relaciona”, afirma Paulo Campos.

Mostre seu valor 

Na medida do possível, deixe seus interesses claros. Antes disso, dedique algum tempo a entender quais são seus pontos fortes e o que você pode oferecer às outras pessoas. Quando há troca de informações e a certeza de que um está disponível para ajudar o outro, o contato se fortalece.

Tenha disciplina 

Uma lista de contatos valiosa não cairá do céu, embora possa ser cultivada aos poucos e com pequenos passos. Uma vez estabelecida, tende a se estender com o passar do tempo. Dependerá de seu empenho em manter o relacionamento com as pessoas-chave para que sua rede continue fortalecida.

Encare como parte do trabalho

Recorrer a uma pessoa fora de seu círculo de trabalho não é errado. Se seu objetivo estiver claro e a informação a dividir não for sigilosa, não haverá problema nenhum em conversar sobre o assunto e pedir conselho a uma pessoa que você admire — mesmo sem existir, ainda, um vínculo próximo.

Ouça mais 

Quando for se encontrar com alguém pela primeira vez ou se apresentar a um contato em um evento, tente ouvir mais do que falar. Formule, de antemão, algumas perguntas que você gostaria de fazer. Isso vai demonstrar seu interesse e ajudá-lo a colher informações para os próximos encontros.

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