70% das lojas virtuais brasileiras fazem menos de 10 vendas por mês

A maioria é considerada inoperante, de acordo com informações da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico.

O forte crescimento do comércio eletrônico no Brasil e os baixos custos tem estimulado muitos varejistas a ingressar no mundo virtual sem o prévio conhecimento desse ambiente. O resultado não tem sido satisfatório, conforme recente reportagem da Folha de São Paulo, apontando que cerca de 70% das lojas virtuais brasileiras realizam menos de 10 vendas mensais.

Em 2013, o Brasil registrou 37 mil lojas, com previsão de chegar a 45 mil em 2014 com faturamento próximo de R$ 39 bilhões. Segundo a reportagem, entrar no e-commerce é muito fácil. A maior dificuldade está nos investimentos em Marketing e infraestrutura para atrair os visitantes e transformá-los em consumidores.

Montar uma loja virtual não é tão simples quanto implementar um software de compras e inserir produtos em um banco de dados.

Em minha opinião, o principal fator é a falta de um planejamento estratégico que contemple desde um plano de negócios, até a utilização do Método SWOT para analisar pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças. Aliás, a loja virtual deve receber a mesma atenção que a loja física.

O objetivo principal de um planejamento é auxiliar o administrador a se preparar para os eventuais problemas e corrigir a rota traçada. Com ele é possível que o gestor passe a conhecer melhor o ambiente virtual e nele adapte as atividades do mundo real. Mas, lembre-se, o planejamento não pode ser estanque e deve ser alterado sempre que necessário para corrigir a direção.

Todos nós estamos cientes de que o consumidor brasileiro tem mais acesso à Internet por aparelhos móveis ou fixos, e está mais receptivo às compras online. Ainda que o panorama seja bastante positivo, o varejista virtual tem que melhorar alguns pontos em relação a sua maneira de operar.ecommerce

Para começar, o site é uma ferramenta capital para o sucesso no e-commerce e deve ser construído por profissionais designers com experiência na área. Afinal, é a imagem da sua empresa que será adaptada para a internet, com sistemas amigáveis que facilitem o processo de compra. E é necessário que o internauta se sinta seguro e livre de riscos ao realizar a compra.

Um dos maiores erros cometidos no e-commerce é o excesso de links nos quais que o cliente deve clicar. O processo deve ser simples e objetivo para que ele não desista no meio da compra. O ideal é que exista uma única página para que o consumidor possa checar seus pedidos e incluir informações de cobrança e entrega dos produtos, e uma outra página para confirmação da compra, antes do envio das informações. Qualquer coisa além disso irá dificultar o processo de venda.

Em seguida, defina o que se pretende comercializar no ambiente virtual. Como não haverá altos custos operacionais como aluguel, estoque ou funcionários, cuidado ao estabelecer os preços para não competir com sua loja física. É importante oferecer várias opções de pagamento.

Os produtos devem ser apresentados por várias imagens e estar bem visíveis no site, da mesma forma que são mostrados em lojas físicas, separados por seção.

Ao invés de pedir o registro do usuário antes da compra, dê a opção de se cadastrar após o processo finalizado. O sistema deve armazenar as informações do cliente para futuras compras ou para acompanhar o status do pedido.

Enfim, além das dicas acima, existem muitos outros fatores que devem ser levados em conta. Pesquise, obtenha informações de quem já está atuando no mundo virtual. Consulte especialistas e não tenha medo de questionar. Afinal, é o seu dinheiro e seu futuro que estarão em jogo.

Vorlei Guimarães

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