Marketing Digital: 70% dos profissionais de marketing aumentarão os investimentos em 2014

Pesquisa realizada ExactTarget mostrou que 70% dos profissionais de marketing em todo o mundo planejam aumentar os seus investimentos em marketing digital em 2014. Baseado em um estudo realizado com mais de 2500 participantes, o relatório State of Marketing 2014 mostra que os investimentos ocorrerão em tecnologias para análise de dados (61%); automação de marketing (60%); e-mail marketing (58%); mídias sociais (57%) e gerenciamento de conteúdo (57%). O documento (versão em inglês) está disponível para download gratuito na página da ExactTarget. Outros números da pesquisa:

Prioridades para 2014:
•    Otimizar as taxas de conversão (47%);
•    Alavancar e melhorar a visibilidade da marca (46%);
•    Coletar, mensurar e aplicar os dados baseados no comportamento do consumidor (29%).
mkt
E-mail:
•    68% dos profissionais consideram o e-mail marketing fundamental para o seu negócio;
•    88% acreditam que e-mail marketing gera um ROI relevante.

Social:

•    86% desses profissionais crê que o marketing nas mídias sociais aumenta o ROI;
•    57% possui um time dedicado à área.

Mobile:
•    80% acredita que investimentos em mobile podem alavancar o ROI;
•    41% utilizam campanhas mobile para ações em eventos ou feriados.

“Estamos na terceira onda da revolução da internet, onde tudo e todos estão conectados; essa é a Internet dos Consumidores”, afirma Edson Barbieri, Managing Director da ExactTarget LATAM. “Na medida em que o número de usuários de dispositivos móveis cresce, os profissionais de marketing estão investindo agressivamente em conteúdo digital e novas formas de relacionamento com seus consumidores, através de qualquer canal e dispositivo.”

Fonte: Abemd – Associação Brasileira de Marketing Direto

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70% das lojas virtuais brasileiras fazem menos de 10 vendas por mês

A maioria é considerada inoperante, de acordo com informações da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico.

O forte crescimento do comércio eletrônico no Brasil e os baixos custos tem estimulado muitos varejistas a ingressar no mundo virtual sem o prévio conhecimento desse ambiente. O resultado não tem sido satisfatório, conforme recente reportagem da Folha de São Paulo, apontando que cerca de 70% das lojas virtuais brasileiras realizam menos de 10 vendas mensais.

Em 2013, o Brasil registrou 37 mil lojas, com previsão de chegar a 45 mil em 2014 com faturamento próximo de R$ 39 bilhões. Segundo a reportagem, entrar no e-commerce é muito fácil. A maior dificuldade está nos investimentos em Marketing e infraestrutura para atrair os visitantes e transformá-los em consumidores.

Montar uma loja virtual não é tão simples quanto implementar um software de compras e inserir produtos em um banco de dados.

Em minha opinião, o principal fator é a falta de um planejamento estratégico que contemple desde um plano de negócios, até a utilização do Método SWOT para analisar pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças. Aliás, a loja virtual deve receber a mesma atenção que a loja física.

O objetivo principal de um planejamento é auxiliar o administrador a se preparar para os eventuais problemas e corrigir a rota traçada. Com ele é possível que o gestor passe a conhecer melhor o ambiente virtual e nele adapte as atividades do mundo real. Mas, lembre-se, o planejamento não pode ser estanque e deve ser alterado sempre que necessário para corrigir a direção.

Todos nós estamos cientes de que o consumidor brasileiro tem mais acesso à Internet por aparelhos móveis ou fixos, e está mais receptivo às compras online. Ainda que o panorama seja bastante positivo, o varejista virtual tem que melhorar alguns pontos em relação a sua maneira de operar.ecommerce

Para começar, o site é uma ferramenta capital para o sucesso no e-commerce e deve ser construído por profissionais designers com experiência na área. Afinal, é a imagem da sua empresa que será adaptada para a internet, com sistemas amigáveis que facilitem o processo de compra. E é necessário que o internauta se sinta seguro e livre de riscos ao realizar a compra.

Um dos maiores erros cometidos no e-commerce é o excesso de links nos quais que o cliente deve clicar. O processo deve ser simples e objetivo para que ele não desista no meio da compra. O ideal é que exista uma única página para que o consumidor possa checar seus pedidos e incluir informações de cobrança e entrega dos produtos, e uma outra página para confirmação da compra, antes do envio das informações. Qualquer coisa além disso irá dificultar o processo de venda.

Em seguida, defina o que se pretende comercializar no ambiente virtual. Como não haverá altos custos operacionais como aluguel, estoque ou funcionários, cuidado ao estabelecer os preços para não competir com sua loja física. É importante oferecer várias opções de pagamento.

Os produtos devem ser apresentados por várias imagens e estar bem visíveis no site, da mesma forma que são mostrados em lojas físicas, separados por seção.

Ao invés de pedir o registro do usuário antes da compra, dê a opção de se cadastrar após o processo finalizado. O sistema deve armazenar as informações do cliente para futuras compras ou para acompanhar o status do pedido.

Enfim, além das dicas acima, existem muitos outros fatores que devem ser levados em conta. Pesquise, obtenha informações de quem já está atuando no mundo virtual. Consulte especialistas e não tenha medo de questionar. Afinal, é o seu dinheiro e seu futuro que estarão em jogo.

Vorlei Guimarães

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Facebook: tendências para o Marketing Digital em 2014

Para a empresa, redes sociais serão tratadas como mídia de massa e ano trará um forte crescimento do móbile. Ferramentas digitais reduzirão a distância entre grandes e pequenas

Por Bruno Garcia, do Mundo do Marketing | 10/01/2014

O Facebook aponta quatro macro tendências para o Marketing Digital em 2014. O VP de Marketing de Produto da companhia, Brian Boland, apresentou as tendências em artigo publicado no Economic Times. A primeira delas é que os canais sociais serão cada vez mais utilizados como mídia de massa pelas empresas. O termo mídia social será menos usado, pois não haverá mais diferenciação entre as plataformas tradicionais e as digitais. A segunda tendência é que no digital, todos os horários para veiculação serão considerados “nobres”. FacebookComo o tempo de uso das plataformas online só aumenta, a integração do digital no cotidiano será total. “A simples verdade é que as marcas são uma parte importante da vida cotidiana. As pessoas gastam mais tempo em seus dispositivos móveis e em plataformas digitais do que em qualquer outra mídia”, afirma o executivo, em seu artigo.

Outra aposta do Facebook é que os dispositivos móbile vão finalmente assumir o ranking como principal canal de comunicação com o consumidor. Com os smartphones chegando à maioria da população, pensar em Marketing para qualquer marca passará obrigatoriamente por estratégias para o Móbile Marketing. A quarta tendência diz respeito à democratização de mais ferramentas e plataformas eletrônicas, causando um nivelamento entre as grandes companhias e as pequenas e médias. Sistemas de monitoramento, mensuração, CRM e data mining, antes acessíveis somente para as empresas de grande porte, estarão disponíveis para os demais também. Esta mudança tornará o cenário ainda mais competitivo.

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Perspectivas 2014: pagamento móvel e tecnologias quebram paradigmas

Comportamento multiplataforma já é realidade para a maioria dos brasileiros, mas empresas ainda precisam aprender a gerar boas experiências no mobile commerce.

Por Lilian Calmon, do Mundo do Marketing | 09/01/2014

Em vez do cartão de crédito de plástico, o celular pode se tornar uma das principais formas de pagamento no Brasil. O desenvolvimento do mercado nacional de mobile payment é uma das tendências no setor de mobile para os próximos anos. A estimativa é que a quantidade de usuários desse tipo de serviço no país chegue a 80 milhões em 2018. Dois anos atrás, o número era de 500 mil pessoas, segundo a consultoria Frost & Sullivan. Com a publicação da lei que regulamenta o setor em outubro do ano passado, o governo espera a inclusão de quase 40% da população que está fora do sistema bancário atualmente.

mobile,móvel,pagamento,Horacio Soares,Nino Carvalho,Felipe Wasserman,holografia,Google Glass,smartwatch,aplicativo,app,comportamento,multiplataforma,multiscreen,tela,tablet,smartphone,celular,experiência,ESPM,FGVNo índice criado pela Mastercard para medir o quanto cada país está preparado para adotar o mobile payment, o Brasil aparece em 16º lugar entre 34 países, com 33,4 pontos. A classificação vai de zero a 100 e considera mais de 50 variáveis como a aceitação dos consumidores quanto aos três tipos de serviços móveis (m-commerce, transferência de valores entre celulares e pagamento no ponto de venda via celular), regulamentação, infraestrutura de telecomunicações e de Near-Field Communications (NFC), eficiência e penetração de serviços financeiros. O ranking é liderado por Singapura com 45,6, Canadá com 42,0 e Estados Unidos com 41,5.

Além da oferta de infraestrutura, a adoção do pagamento móvel também passa pela questão cultural. “Começamos com isso em 2013, mas ainda é pouco. Esse ano o serviço ganhará mais força. E a mudança será de um jeito que ninguém vai sentir, como no caso da compra de ingresso para o cinema ou na escolha de um táxi. Quando fomos perceber, já estaremos comprando tudo pelo celular. Acredito nisso para o final de 2014”, comenta Felipe Wasserman, Professor da ESPM, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Brasileiros multiscreen
O comportamento multiplataforma já é uma realidade no país. Cerca de 52% da população assiste à televisão e acessa a internet ao mesmo tempo e 68% veem televisão e utilizam smartphones simultaneamente. A maior parte da exposição das pessoas às mídias é através de multiplas telas, com 69%. Outros meios como rádio, jornal e revista ficam com 31%. Por semana, a média de tempo em frente ao computador é de 26 horas. A televisão fica com 19 horas, o smartphone com 13 horas e o tablet com 11 horas, de acordo com a pesquisa do Google Brasil feita pela Ipsos.

Entre os internautas, 63% utilizam duas telas e outros 30% acompanham três telas concomitantemente, o que equivale a 31 milhões de pessoas. Se comparado à Inglaterra com 17 milhões, o número é praticamente o dobro. Dentre os brasileiros que acessam três telas, 27% compram na web e mais de 30% utilizam mais de um dispositivo para concluir negócio.

O foco cada vez maior no multiscreen também é visto como tendência para 2014. “Grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas aceleram o investimento em infraestrutura digital, o que talvez só viesse a se consolidar em 2020. É o aumento da mobilidade com o 4G e o multiscreen ‘always on’”, diz Marcelo Coutinho, Professor da FGV, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Aprendizado para m-commerce
O m-commerce é um mercado que tende a crescer ainda mais nos próximos anos e que pode obter ainda mais espaço se aproveitando dos períodos “ociosos” do consumidor. “A compra no mobile é o melhor dos mundos porque o consumidor aproveita o tempo quando está na fila ou no ônibus. Uma mulher está no cabelereiro, vê uma bolsa, reconhece a marca e, enquanto espera a vez de ser atendida, consegue encontrar a bolsa no site com o mínimo de dor de cabeça. É a compra por impulso”, exemplifica Horacio Soares, Professor da FGV, em entrevista ao Mundo do Marketing.

As empresas, no entanto, têm muito a aprender quanto à geração de experiências em dispositivos móveis, já que o processo de compra ainda é difícil. “A maioria dos sites brasileiros obriga o consumidor a fazer cadastro. Nos Estados Unidos, eles dão a opção de compra como convidado. No mobile, cada elemento a mais é uma dor de cabeça para o usuário, então, quanto menos campos, melhor. Se aquela mulher no cabelereiro tiver que preencher um cadastro gigantesco, ela pode acabar deixando para adquirir o produto em casa. Aí, a chance de perder o cliente é gigante”, diz.

A criação de apps pode ser interessante se houver um real motivo para isso. “Em 90% dos casos, um site mobile e responsivo é muito mais eficiente e barato do que um aplicativo. Nem todo mundo pode baixar apps de várias empresas, enquanto basta ter um navegador para acessar qualquer site”, compara.

Holografia, relógios e óculos inteligentes
Para 2014, os smartphones terão telas mais finas e curvas e a holografia terá um crescimento significativo. “A tecnologia para os celulares já existe, só falta ser lançada. Em outras Copas do Mundo, já foi possível ver por holografia em outros estádios. Isso vai virar realidade principalmente em Marketing. Já existem aplicativos que fazem isso, a questão é como fazer sem um app”, comenta Felipe Wasserman, Professor da ESPM.

Com a venda de relógios e óculos inteligentes, as holografias serão, provavelmente, ainda mais reais. “Não acho que o Google Glass vai estourar em 2014, porque as pessoas não estão acostumadas a este tipo de dispositivo e ele é muito visível. Isso seria uma mudança muito intensa. Acredito que a adaptação demorará um pouco mais. Já o smartwatch seria incorporado mais facilmente como um novo paradigma e pode mudar nossa visão médico-paciente, por exemplo. Imagina saber como está o seu colesterol ou glicose com apenas um toque na pele?”, prevê.

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Quem procura preço, nem sempre encontra qualidade.

O título deste texto é um conhecido slogan amplamente utilizado pelo varejo para alertar o cliente que busca apenas preço baixo. Neste caso, ele também se encaixa nos serviços de obras municipais.

Por Vorlei Guimarães – 08/01/2014 – 21h

Quase na mesma linha de raciocínio, uma reportagem do Jornal Debate, de 12 de dezembro de 2013, critica o péssimo serviço das obras municipais, especificamente sobre o serviço executado no talude do Rio Campestre.

Apesar do pouco conhecimento que tenho sobre o assunto, como contribuinte me senti no direito de comentar o fato. E mais: ao longo deste texto tento ir além do tema central da referida reportagem, como forma de mostrar que a prática é mais comum do que se imagina e não se trata de exclusividade de governos municipais.

Imagem meramente ilustrativa

Imagem meramente ilustrativa

Para começarmos a refletir sobre o assunto, vamos analisar o processo de licitação pública no Brasil, onde costumeiramente, o principal requisito para ganhar um contrato é o preço. Ganha a empresa que apresentar a melhor proposta, ou seja, o menor preço. Nestes casos, qualidade, durabilidade e garantia são relegadas ao segundo plano. Ocorre que o menor preço é só uma das muitas variáveis que nos possibilitam entender as razões que podem explicar o porquê dos péssimos serviços contratados pelo poder público. Entendo não ser fácil explicar aos munícipes a contratação de uma empresa com proposta de valor maior, principalmente se não houver um compromisso claro e transparente com a qualidade.

A carência de fiscalização, o descaso com o dinheiro do contribuinte, o descomprometimento das autoridades, falta de ética, a formação profissional de funcionários técnicos que não se equipara com o cargo e até o desconhecimento da legislação são outros fatores que contribuem para o resultado negativo a que me reporto.

Outro fator não menos importante é a mercantilização da educação. A multiplicação de faculdades que ofertam preço em detrimento da qualidade dos cursos, somada a conivência das autoridades, tem colocado no mercado profissionais despreparados para o desempenho da função.

Os constantes desmoronamentos de prédios ocorridos nos últimos anos comprovam a péssima formação técnica profissional e ética dos estudantes. O fato me leva a crer que tais problemas não são decorrentes apenas da condição de formação técnica e ética, mas também de fatores “impostos” no decorrer das obras que podem afetar diretamente na qualidade das mesmas. Como exemplo, cito as exigências de menor preço em licitações, que obrigam a redução de vários itens, que garantiriam a boa qualidade de uma obra/serviço.

Outro importante fator é a inexistência de lei que determine a contratação de uma empresa especializada no controle tecnológico das obras, o que desobriga muitos órgãos públicos ou privados a buscar esse importante serviço.

Muitas obras financiadas pelos governos federal e estadual, há muito tempo requerem a contratação de laboratórios para o controle tecnológico, mas que sejam acreditados pelo INMETRO, órgão que dá credibilidade ao prestador de serviços. No Brasil, território das oportunidades e dos oportunistas, laboratórios não credenciados e inadequados se reproduzem ao avistarem o excelente cenário de transformação do país num imenso canteiro de obras, pelos próximos anos.

O mesmo problema é detectado também em nossas rodovias e ruas urbanas. Serviços de baixa qualidade reduzem a vida útil das obras, obrigando o poder público a novos investimentos em prazos cada vez mais curtos. É semelhante à obsolescência programada, facilmente detectada nos produtos eletro-eletrônicos que, de maneira semelhante, vem se sucedendo no setor de serviços.

Pode parecer utopia de minha parte, mas, para toda e qualquer construção deveria haver prazo de validade. Afinal, todo produto ou serviço tem vida útil e, dessa forma, os governantes poderiam planejar melhor suas reformas ou manutenções com antecedência, inserindo-as em seu plano político administrativo.

Enquanto isso, ou exercemos nossa cidadania e exigimos melhores serviços, ou aguardamos deitados em berço esplêndido até que esse panorama mude por sua própria vontade.

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Perspectivas 2014: além de tecnologia, varejo deve investir em equipe

Ano será de cautela para os varejistas que devem focar em entrega em todos os canais e educação do consumidor na loja para gerar melhores resultados.

Por Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 06/01/2014 – luisa@mundodomarketing.com.br

O ano de 2014 será desafiante para o varejo. Apesar da movimentação da Copa do Mundo ser um ponto positivo, os varejistas devem investir em tecnologia e nas suas equipes para garantir resultados mais efetivos. O campeonato da Fifa atrai investimentos em patrocínio, lançamento de produtos e aquecimento especialmente no comércio de bebidas e eletrônicos. Contudo, o desempenho dentro do ponto de venda pode estar diretamente relacionado ao da Seleção Brasileira no gramado e falhas de infraestrutura e segurança também pode refletir negativamente no comportamento do consumidor.

Apesar de toda a movimentação que o campeonato gera tanto de marcas quanto de consumidores, as projeções de crescimento são tímidas, em torno de 3% de acordo com a Fecomércio. Um dos motivos para a cautela é o baixo índice de reajuste real do salário mínimo que deve ser 0,9% mais baixo do que nos anos anteriores, somado ao aumento dos impostos. Em contrapartida, para especialistas, o ano deve ser marcado pela diversificação dos modelos de shoppings centers e pode ser igualmente próspero para as franquias, especialmente do setor de food service, que deve se beneficiar do grande volume de turistas.

O principal investimento do ano deve ser em inovação tecnológica em busca de atender os clientes com perfil showrooming. Outro desafio é o atendimento interpessoal dentro do ponto de venda com foco na educação do cliente, a fim de se manter relevante para o visitante. “Ao contrário do tempo em que a padronização era tudo, a nova era diz: se comporte como um independente. Se arrisque e faça diferente. Fazer coisas especiais para equipes e consumidores garante um patrimônio maravilhoso para quem é do varejo”, diz Edmour Saiani, Diretor da Ponto de Referência, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O varejo na Copa do Mundo
Historicamente, os anos de Copa do Mundo são bons para o varejo, que é movido pelo aumento de mídia e comunicação. Com o evento acontecendo no Brasil, há também uma injeção de dinheiro pelo turismo. Ao mesmo tempo, a atenção para acertar deve ser redobrada, já que o ano é atípico: com carnaval tardio, o consumo deve se aquecer de fato em março e depois pode entrar novamente em marcha lenta em junho, quando o país se volta para os jogos.

Para obter sucesso, o curto prazo aponta como necessidades de atendimento de qualidade, competência em execução, inovação constante de design, pontos de contato com cliente que gerem encantamento e tecnologias que antecipem as intenções do consumidor. Os pontos são reflexo de um apanhado de projeções para o varejo em 2014, organizado pela Ponto de Referência.

O caminho é conhecer o cliente, manter a unidade de operação e a consistência de entrega em todas as frentes da marca. “Independente de quão difícil seja o ano, permanecerão as empresas bem posicionadas, que sabem quem é o seu cliente alvo e que conseguem entregar seu diferencial todos os dias. Cada vez mais o varejo é um jogo que se ganha na execução, na entrega consistente e no dia a dia da marca”, comenta Alberto Serrentino, Sócio Sênio da GSM – Gouvêa de Souza, em entrevista ao portal.

Shoppings e supermercados
O setor de shoppings centers é um dos mais animados com as perspectivas para o ano que se inicia. Os shoppings brasileiros seguem na contra mão das tendências internacionais: nos Estados Unidos, desde 2012 o país viveu o fechamento de shoppings pela saída de lojas âncoras que sustentavam o fluxo de pessoas, enquanto no Brasil novos formatos de centros comerciais surgem diariamente para atender a diferentes perfis de públicos. “Os shoppings centers são um segmento que ainda têm muito espaço para se expandir. E buscam estar em sintonia com a demanda, sempre atrás de marcas que atraem o público. Esta é uma forma de enriquecer seu mix e se diversificar”, avalia Alberto Serrentino.

Esta necessidade de adaptação em parte se deve ao aumento de expressividade da classe C, movimento que tem imposto várias mudanças ao varejo. Esta parcela de consumidores frequentou os shoppings entre duas e três vezes por mês durante 2013, apenas uma visita a menos do que a classe A. Por isso, os centros comerciais passaram a dar mais destaque a redes de preços populares como os magazines, além de muitos contarem também com a presença de supermercados no seu interior.

Metade dos shoppings que serão inaugurados no Brasil nos próximos três anos contará com um supermercado ou atacadista, de acordo com o Ibope Inteligência. Atualmente, 46% dos centros comerciais em operação no país já contam com um supermercado como principal loja. “O varejo alimentício é interessante para os shoppings porque ajuda a preencher a área bruta e, consequentemente, a rentabilizar com mais facilidade que as lojas pequenas. Ele gera fluxo de pessoas, o que agita o local”, comenta Ricardo Pastore, Coordenador do Núcleo de Varejo da ESPM, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Se reinventar com base no mercado nacional
O mercado brasileiro apresenta peculiaridades que exigem atenção das empresas e que muitas vezes cria dificuldades para quem tenta importar fórmulas prontas. Durante muito tempo, o varejo brasileiro foi uma reprodução dos moldes aprendidos pelos empresários em viagens para o exterior. Porém, se torna cada vez mais necessária a compreensão do comportamento do novo consumidor para continuar crescendo. “O Brasil está apoiado em um modelo econômico que apostou no consumo e isso beneficiou o varejo, mas é algo que já se esgotou. A gente lida com uma economia que incentiva a compra, mas ao mesmo tempo impõe taxas de juros muito altas. Atualmente, quem vai ao exterior para copiar acaba trazendo coisas descontextualizadas”, comenta Ricardo Pastore.

O melhor caminho ainda é criar estratégias no ponto de venda, como educar o consumidor e fortalecer os vínculos com ele. “Ninguém aguenta mais ou se sensibiliza por preços estridentes em um anúncio que depois de 20 segundos não se sustenta na memória. Varejo competente investe na educação do seu público. O que não for educação é spam”, afirma Edmour Saiani, Diretor da Ponto de Referência.

Quando a loja consegue encantar o visitante, a experiência no ponto de venda rende elogios e indicação para os amigos que também se tornam potenciais consumidores. Para que isto aconteça, os esforços devem se voltar para a composição e treinamento da equipe que trabalha na linha de frente. Um desafio para este objetivo ainda é o grande turn over de mão de obra no varejo. “O dono do negócio tem que dedicar tempo para procurar gente boa. Nos Estados Unidos, marcas que valorizam a equipe mais do que os sócios e acionistas crescem 10 vezes mais do que as 500 maiores do país”, complementa Edmour Saiani.

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