Marketing ou Marquetice?

Todos os espíritos grosseiros adoram falar”. FERNANDO PESSOA

MARKETICE, como diria o Acadêmico ALVARO COELHO DA FONSECA é uma coisa, MARKETING é outra. O MARKETING foi revelado ao mundo pela sabedoria, genialidade e generosidade de PETER DRUCKER, e traduz-se, hoje, na ideologia da empresa moderna. É muito mais e maior do que a área de marketing de uma empresa, ou do que a mais completa das caixas de ferramenta. É a forma de se comportar e agir das empresas modernas. Transcende a área de marketing e contagia, enaltece, entusiasma, organiza e compromete todas as pessoas que trabalham na empresa e para a empresa. É o elo condutor. Para essas empresas, o consumidor foi, é e sempre será o rei; a razão de ser, o juiz final e definitivo.
MARQUETICE é sinônimo de VIGARICE, e tem tudo a ver com CONTOS DO VIGÁRIO. E, infelizmente, muitas empresas, supostamente modernas, gigantescas, poderosas, usam e abusam da MARQUETICE, As montadoras, por exemplo, todas sem exceção, com seus lamentáveis, crescentes e infinitos recalls.
Até hoje a polêmica sobre a origem da expressão CONTO DO VIGÁRIO continua. Para uns, a briga de duas igrejas de Ouro Preto onde os vigários de cada uma disputava uma fortuna deixada por um fiel. Colocaram a decisão na escolha de um burro: a fortuna pertenceria à igreja para onde o burro se dirigisse. Tempos depois se soube que o vigário vencedor adestrou o burro. Ou, pela compra que supostamente os vigários faziam do ouro roubado pelos escravos, e o dinheiro era depositados em suas “contas” – daí, conto. E ainda uma das mais aceitas, de pessoas que no passado recebiam cartas de vigários mencionando a morte de um parente próximo e uma grande fortuna deixada. E que para ser liberada precisava receber uma pequena soma de dinheiro para os devidos procedimentos…

Portanto, MARKETING é uma coisa, e MARQUETICE outra completamente diferente. As pessoas que trabalham e professam o MARKETING têm que honrar o legado do mestre maior, PETER DRUCKER. Pelo que disse, ensinou, praticou, disseminou. Nenhum de nós, profissionais, consultores e executivos que seguimos essa ideologia empresarial, pode apoiar e orientar, conscientemente, empresas que desrespeitem seus clientes. Vendendo produtos com defeitos de fabricação, ainda que depois se disponham a repará-los; empresas que pratiquem qualquer tipo ou modalidade de discriminação; produtos que sabidamente fazem mal a diferentes tipos de pessoas, muito especialmente às crianças e idosos; que de forma direta ou indireta prejudiquem consumidores; empresas que vendam gato por lebre, ou lebre por girafa. Que não busquem, permanentemente, a sustentabilidade – das pessoas, do mundo, do universo, e, por decorrência, e principalmente, da própria empresa.

Vamos nessa?

Fonte: Portal Inteligêmcia.

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Cuidado! Carro novo com taxa zero pode ser uma cilada.

Se você está planejando comprar um carro zero, fique alerta. Nem sempre as promoções veiculadas na mídia mostram a negociação e valores de forma clara.

Com a alta demanda por carro zero e o acirramento da competição entre as concessionárias, tem sido comum a veiculação de publicidade com promessas que, na maioria dos casos, são falsas. Um exemplo é a “taxa zero” na compra de um carro novo.

Matéria da Revista Dinheiro&Direitos, da Proteste, edição 46 out/nov 2013, apresenta um completo estudo sobre o assunto e desmascara praticamente todos os anúncios publicitários.taxa

A primeira coisa que você deve desconfiar é a propaganda de taxa zero. Fique atento, a promoção não é tão tentadora assim.

De forma resumida, a matéria apresenta as seguintes informações:

Estudo feito pela Revista mostrou que 44% das concessionárias anunciaram essa promoção, o que nos leva a crer que, ao financiar o carro você pagará o mesmo que o valor à vista. É falso!

No financiamento você arca com taxa de cadastro (TC) e Imposto sobre Operação Financeira (IOF) e, em alguns casos, ainda vão te cobrar o seguro prestamista, ou apenas seguro, para o caso de desemprego ou acidente. Ocorre, que muitas vezes ele já está inserido na parcela e você não fica sabendo. Trata-se de venda casada e se configura crime, principalmente quando o banco exige a contratação para liberar o financiamento.

E tem mais! A suposta taxa zero, em geral, está atrelada ao pagamento de uma entrada mínima que pode chegar a 60% do valor total do carro.

A Revista também verificou que tanto a TC, o IOF e o seguro prestamista são embutidos na parcela e as concessionárias não permitiam o pagamento desses extras separadamente. Dessa forma, você arca com a incidência de juros em valores que poderia pagar separadamente. Sem falar que é ilegal a exigência de que o IOF seja financiado. Aliás, a própria TC não deveria ser cobrada porque, desde 2011 a Tarifa de Abertura de Crédito (TAC) está proibida. Disfarçadamente as concessionárias dão outro nome a ela, Taxa de Cadastro.

Muitas informações importantes que mexem no seu bolso e deveriam estar em destaque no anúncio são colocadas no rodapé. Apesar de ferir o Código de Defesa do Consumidor é um hábito comum nas publicidades.

Por essas e outras razões, ao contratar qualquer financiamento, não apenas de veículos, solicite informações claras sobre todo e qualquer valor que integre as parcelas. E pesquise muito, pois a diferença entre os valores cobrados por cada instituição financeira é muito grande.

Diante de tantas falsas promessas, a Revista Dinheiro&Direitos enviou pedido aos Procons de São Paulo e Rio de Janeiro e ao Banco Central, reivindicando a fiscalização das concessionárias e a aplicação das penalidades cabíveis. Enquanto isso, não acontece, a Revista recomenda para que você não compre um carro consultando apenas os anúncios de jornais ou revistas. Pesquise e levante outras opções disponíveis no mercado.

Vorlei Guimarães 

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